Henrique Alves diz que 'pautas-bomba' vieram do Senado, não da Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, disse que a Casa não cria “pautas-bomba”, como são chamados os projetos com impacto nas contas do governo. Esses projetos, segundo ele, são aprovados pelo Senado por unanimidade, e a Câmara tem o cuidado de aprofundar a discussão.
Alves citou o caso do piso salarial de policiais e bombeiros (PECs 300/08 e 446/09) e do piso salarial de agentes comunitários de saúde e combate a endemias, duas propostas consideradas “bomba” pela imprensa, mas que foram aprovadas por unanimidade pelos senadores sem as críticas da imprensa.
“No caso da PEC 300, ela foi votada por unanimidade há quatro anos pelo Senado Federal. Foram 62 senadores, uma abstenção e 61 votos favoráveis. E ainda votaram os dois turnos em um dia, mas ninguém falou nada. O que esta Casa está fazendo é ter a responsabilidade de ser para-raios de matérias que chegam de repente. A pauta-bomba não nasceu aqui, nasceu no Senado”, desabafou.
Sobre o piso dos agentes de saúde, o presidente da Câmara reafirmou que nada será votado pela Câmara até que se chegue a um acordo sobre a proposta. Henrique lembrou que, assim como a PEC 300, a proposta dos agentes de saúde também foi aprovada por unanimidade pelo Senado. “A Câmara segura essa matéria há sete anos, discute há sete anos, e é acusada de irresponsabilidade por pautas-bomba. É uma profunda injustiça que não posso aceitar”, disse.
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