Informação policial e Bombeiro Militar

domingo, 17 de novembro de 2013

'O CNJ quer enxovalhar o meu nome', diz Mário Alberto Hirs


Regina Bochicchio e Patricia França
 
Lúcio Távora | Ag. A TARDEMário Alberto Hirs, presidente afastado do Tribunal de Justiça da BahiaMário Alberto Hirs, presidente afastado do Tribunal de Justiça da Bahia
 

Afastado há 12 dias do cargo de presidente do Tribunal de Justiça da Bahia pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que o acusa de omissão diante de supostas irregularidades em processos de precatórios, Mário Alberto Simões Hirs aguarda a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que deve julgar amanhã o mandado de segurança pedindo seu retorno à corte. Hirs  concedeu entrevista exclusiva ao  A TARDE, onde nega as acusações e reafirma que ele e o tribunal baiano são vítimas de perseguição do Conselho e de "mentes doentias" . E afirma: houve falha no primeiro grau e as procuradorias do estado e município não contestaram valores de precatórios.

O senhor já declarou ser vítima de perseguição do CNJ. Quem estaria por trás do seu afastamento e por quê?

Não posso lhe responder a essa pergunta porque estaria até incorrendo num crime se dissesse que alguém está me perseguindo. Eu sei que há uma perseguição aberta, não é velada não, é aberta e escancarada, ao Tribunal de Justiça da Bahia. Porque e por quem eu não sei.

O que o relator-ministro Francisco Falcão afirma é que o senhor foi alertado sobre irregularidades acerca dos cálculos dos precatórios e que foi omisso. Porque o senhor não tomou providências?

Eu fico pasmo por esse tipo de alerta feito pelo presidente (Joaquim Barbosa) e pelo corregedor (Falcão). Você sabe de quando são esses precatórios? De 98, 99... tem um que é de 76 e que não foi pago! Não foi pago um centavo! Só da Terrabrás que é uma coisa lá atrás... O que acontece é desentendimento entre o que pensamos eu e a antecessora Telma (Britto) e a composição atual do CNJ. Porque a ministra  tem uma decisão (mostra cópia do documento) que é a que nós seguimos. Diz do transitado em julgado, com parecer de um ministro muito competente que é o Augusto Aras, que é quem sustenta a decisão dela. E diz textualmente nesse parecer que o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia está certo. Está certo em respeitar a coisa julgada. E o ministro-corregedor, Francisco Falcão, tem uma decisão que equivale ao que no Supremo chama repercussão geral, ou seja, o juiz de todo o Brasil deve seguir aquela norma, de que não se mexe e nem se altera na coisa julgada material. Esses valores (dos precatórios) são dados no primeiro grau, eu sou um mero pagador, recebo do Estado e repasso.

Leia a entrevista completa no Portal A TARDE.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O autor desse Blog não se responsabiliza pelos comentários aqui postado. Sendo de inteira responsabilidade da pessoa que o fez as consequências do mesmo.