Após as denúncias feitas contra a Polícia Militar do Espírito Santo, por parte do coronel Gonçalves , preso acusado de assédio sexual desde este sábado (16), o comandante da PM Ronalt Willian explicou, nesta segunda-feira (18), que essas informações estão sendo apuradas e algumas já foram solucionadas. O coronel já foi acusado três vezes, nos anos de 2011, 2012 e a última nesta quinta-feira (14). A Corregedoria tem 30 dias para investigar a última denúncia de assédio sexual feita contra o coronel, que foi afastado da Diretoria de Apoio Logístico (DAL) da PM.
O coronel Gonçalves foi preso em sua residência, localizada em Nova Venécia , na região Norte do Espírito Santo , e agora cumpre prisão domiciliar. Dele foi recolhida a arma, o telefone celular funcional, um notebook e a viatura que utilizava. Sua prisão foi solicitada pelo Ministério Público Estadual e aceita pela Justiça Militar. Três acusações de assédio sexual já foram feitas contra o coronel, por parte de uma soldado, uma cabo e uma tenente, segundo a polícia. Em todos esses casos ele é acusado de transferir funcionárias que se recusaram a aceitar o assédio.
De acordo com o comandante, a última pessoa a denunciá-lo foi uma cabo que trabalhava com o coronel na Diretoria de Apoio Logístico, no Quartel da Polícia Militar. Ela levou provas. "Ouvimos gravações de conversas entre ele e a suposta vítima. Ela gravou o momento que estava sendo assediada", explicou.
O comandante ainda contou que as duas primeiras denúncias foram investigadas pela Polícia Militar e agora estão na Justiça. Por telefone, o coronel Gonçalves negou as acusações, afirmou ser alvo de perseguição e ainda fez denúncias contra a PM.

"Desde janeiro estavam tentando me tirar da Diretoria de Apoio Logístico. Tem muito esquema na polícia. Semana passada tivemos uma discussão séria sobre a mudança de layout das viaturas, que tem um valor enorme e não tem necessidade disso. O comandante também autorizou uma compra de R$ 130 mil em brindes para distribuir no aniversário da PM. Enquanto isso, o Batalhão de Alegre está sem água porque a bomba tinha quebrado e o comandante de lá teve que pagar do dinheiro dele para não ficar sem água.
Denunciei formalmente, no ano passado, irregularidades de mais de R$ 1 milhão no pagamento de diárias. Policiais assinavam que estavam em um lugar e iam para outro. Alguém se sentiu incomodado com esses questionamentos", afirmou na manhã desta segunda-feira.
O comandante Ronalt Willian não quis comentar as denúncias, mas disse que tudo está sendo investigado. "O coronel teve a oportunidade de fazer uma defesa pública na questão de sua prisão, mas ao invés disso ele preferiu atacar a Polícia Militar, instituição que o acolheu por 30 anos. Quanto à questão das denúncias, todas as irregularidades que chegam ao conhecimento da polícia são apuradas e no caso das denúncias feitas por ele, algumas já foram solucionadas, algumas estão em apuração e novas denúncias serão apuradas com rigor", explicou.