Informação policial e Bombeiro Militar

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Polícia Militar recebe 40 ameaças de morte contra seus componentes, e tensão cresce em São Paulo!

Polícia Militar recebe 40 ameaças de morte, e tensão cresce em Piracicaba


Avisos feitos por telefone foram direcionados a associação de classe. Incidência de ligações coincide com atentado a tiros contra sargento.
30/06/2014 17h13 - Atualizado em 30/06/2014 20h57
Do G1 Piracicaba e Região

A Associação das Praças Policiais Militares da Ativa e Reformados do Estado de São Paulo (Appmaresp) recebeu 40 denúncias de ameaças de morte a policiais em Piracicaba (SP) nas últimas três semanas. O período coincide com o atentado contra um sargento da corporação, que morreu após ser alvo de13 tiros na porta de um restaurante. As ameaças foram feitas pelo telefone 190 e encaminhadas à Appmaresp, que deve cobrar um posicionamento do comando da PM local.

Sargento da PM leva 13 tiros em frente a Habib's em Piracicaba (Foto: Diego Spigolon/Arquivo pessoal)
Sargento da PM de folga levou 13 tiros em frente a
restaurante (Foto: Diego Spigolon/Arquivo pessoal)

Normalmente, segundo o presidente da entidade, Marco Ferreira, a associação não recebe avisos deste tipo. O número total, porém, pode ser maior, já que nem todas as ameaças são comunicadas. "O policial sabe que está desprotegido, por isso não pode falar. O artigo 166 do Código Penal Militar diz que o PM que publicar ou fazer crítica indevida pode ser penalizado com até um ano de detenção", disse.

O sargento Arnaldo Francisco de Brito, de 44 anos, foi baleado na noite do último dia 14 durante a folga e morreu no dia 22. Ele atuava na Força Tática. A Polícia Civil investiga se o atentado foi em represália à morte de um suspeito que trocou tiros com PMs no último dia 12 no bairro Bosques do Lenheiro, em Piracicaba. O acusado de atirar no sargento morreu durante tiroteio com policiais em Brotas (SP) na sexta-feira (27).

Relato de PM
Um policial militar que pediu para não ter a identidade publicada disse que os agentes estão aflitos. "A situação está descontrolada e nenhuma medida de segurança foi tomada pelo comando. E ainda temos informações de que os criminosos estariam recebendo armas para nos atacar", relatou à reportagem do G1.

Crime hediondo
O presidente da Appmaresp relatou que desde o início deste ano foram assassinados 64 policiais no estado de São Paulo e cinco sobreviveram aos atentados. Ferreira disse ainda que tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei que torna hediondo crimes contra agentes públicos de segurança (policiais militares, civis e guardas municipais).

Velório do sargento Brito reuniu familiares e amigos, entre eles policiais de Piracicaba (Foto: Edijan Del Santo/EPTV)
Velório do sargento da PM que foi alvo de 13 tiros
em Piracicaba (SP) (Foto: Edijan Del Santo/EPTV)

"Estamos juntos com a comissão dos direitos humanos dos policiais tentando sensibilizar o governo através da conscientização do cidadão comum. Estamos fazendo faixas, passeatas e estamos em contato com as famílias das vítimas para prestar o apoio social", relatou Ferreira.

Guarda Municipal
O presidente da Associação dos Guardas Municipais de Piracicaba, Marcos César de Jesus Ramos, afirmou que a entidade ainda não recebeu denúncias de ameaças contra os agentes, mas recebeu a informação de que armas estariam chegando à cidade e emitiu alerta. "Estamos em estado de atenção para evitar que novos ataques aconteçam. É normal ter uma tensão, já que não se sabe o que pode acontecer", relatou. O comando da Guarda Municipal informou que orienta os guardas a trabalharem "com cautela" nas ruas.

Outro lado
A Secretaria de Segurança Pública informou, por meio de assessoria de imprensa, que o ataque ao sargento Brito está sob investigação, mas não se posicionou sobre a estatística apresentada pela Appmaresp. A assessoria de imprensa da PM informou que os integrantes da corporação estão sendo orientados e instruídos sobre medidas de segurança pessoal no horário de folga.

A PM informou também que tem realizado operações em locais identificados como "de grande incidência criminal" e que "possam abrigar indivíduos que venham a atentar contra a força de segurança". O comando da corporação também informou que vem trabalhando em em parceria com a Polícia Civil e a Guarda Municipal para garantir a segurança em Piracicaba.

Dossiê denuncia situação precária das unidades policiais do interior de Pernambuco


Wagner Oliveira - Diario de Pernambuco
Publicação: 30/06/2014 07:16 Atualização: 30/06/2014 09:31

Levantamento feito pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) em 172 delegacias de Pernambuco entre os dias 14 de abril e 16 de maio deste ano revelou que as unidades policiais do interior do estado estão agonizando. O relatório foi produzido a partir de 11 dias de visitas na Região Metropolitana do Recife (RMR), Zona da Mata, Agreste e no Sertão e teve como objetivo denunciar as condições precárias dos prédios. Um dossiê com as conclusões da inspeção foi preparado pela diretoria do Sinpol e encaminhado ao secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, e ao chefe da Polícia Civil, Osvaldo Morais, para que os reparos sejam feitos com urgência.

A situação das delegacias pernambucanas tem sido alvo de preocupação não só do Sinpol. Em março do ano passado, a pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública feita pelo Ministério da Justiça mostrou que Pernambuco tinha uma delegacia para cada 41.232 habitantes. E mais: apenas 10% das delegacias existentes no estado eram especializadas. A publicação apresentada com base nos dados colhidos no ano de 2011 apontou que Pernambuco, juntamente com Ceará, Rio de Janeiro e Distrito Federal, tinha a menor quantidade de delegacias em relação à população estadual.

Sobre as vistorias realizadas às unidades policiais recentemente, o presidente do Sinpol, Cláudio Marinho, informa que algumas estão em situação de interdição. “Em alguns prédios, é humanamente impossível trabalhar. Algumas cidades têm delegacias que estão sob risco de serem atingidas por deslizamentos de barreiras. Precisam de reformas urgentes”, apontou Marinho. O diretor do Sinpol Marcos Pereira informou que depois do último levantamento feito pelo sindicato em 2012 algumas delegacias foram reformadas. “No entanto, muitas outras cidades estão em situação latismável. Os funcionários estão fazendo cotas para cobrir as despesas com a limpeza das unidades”, completou Pereira.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da SDS afirmou que desde o lançamento do Pacto pela Vida, em 2007, a Polícia Civil promoveu, até o momento, “grandes reformas em 81 unidades policiais através de um novo projeto arquitetônico. Mais de R$ 10 milhões foram investidos em obras de recuperação e construção de delegacias e outras unidades do interior passam por pequenas reformas frequentemente”. A nota diz ainda que a partir do projeto arquitetônico idealizado para as delegacias que receberam reformas, duas delas, como a da Várzea e a de Tejipió receberam, no ano de 2011, o prêmio de qualidade em atendimento e instalações do Instituto Altus Global Alliance - ONG Internacional. A SDS informou ainda que a Divisão de Projetos continua desenvolvendo projetos de reformas e construções para outras delegacias na capital e interior do estado.

Corregedoria da PM investiga omissão de policial sobre arma usada em morte de adolescente em Vitória


30/06/2014 às 13h45 - Atualizado em 30/06/2014 às 13h45

TV Vitória 

Redação Folha Vitória
Foto: Reprodução/Facebook
A Corregedoria da Polícia Militar vai abrir uma sindicância, a partir desta segunda-feira (30), para investigar o caso damorte de Khetilla da Silva Santos, de 17 anos, baleada pelo namorado, no último sábado (28), em Vitória.
De acordo com a polícia, o namorado da adolescente é filho de um policial militar. Na noite de sábado (28), o casal se preparava para ir a uma festa, quando a jovem pediu para tirar uma foto com a arma do pai do namorado. 
O rapaz pegou a pistola 380, tirou o pente, mas ao passar a arma para a namorada, não percebeu que ainda havia uma bala. Nesse momento, aconteceu o disparo acidental que levou a jovem à morte.
De acordo com a Corregedoria da PM, será instaurada uma sindicância regular para esclarecer como a arma, de propriedade de um membro da instituição, foi usada pelo adolescente filho do policial militar. Além disso, a Corregedoria quer esclarecer se o policial omitiu, de algum modo, a guarda do armamento. O prazo para a conclusão da investigação da PM é de 30 dias.
Ainda nesta segunda-feira (30), o chefe da Delegacia Regional de Vitória, delegado Lauro Coimbra, vai encaminhar o inquérito para a Corregedoria da Polícia Civil, para decidir se o caso será investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa ou pela Delegacia do Adolescente em Conflito com a Lei.
Entenda o caso
Na noite do último sábado (28), Khetilla da Silva Santos, de 17 anos, chegou à casa do namorado no bairro Jabour, em Vitória.  
Segundo informações da família do rapaz, o casal ia para uma festa de aniversário. Enquanto os dois conversavam no sofá, Kethila disse que queria tirar uma foto com a arma do pai do garoto, que é policial militar. 
O rapaz pegou a arma, uma pistola 380, tirou o pente, mas não percebeu que ainda havia uma bala, na hora de passar a arma para a namorada. Nesse momento aconteceu o disparo acidental.
Desesperado, o jovem pediu ajuda para um vizinho. Os dois levaram a adolescente para o hospital São Lucas, mas ela não resistiu e morreu.
O pai da jovem, o operador de máquinas Dorivaldo Gomes Santos, ficou inconformado. “Ela era muito delicada, muito doce, é muito difícil. Um pai que é policial não pode deixar uma arma num lugar fácil para o filho. O pai tem 100% de culpa disso aí”, disse.
O policial Alexandre Oliveira também estava consternado com o que aconteceu. “Estou muito abalado, a família toda está abalada. Conheci a menina no sábado, estive com ela, ela me beijou”, conta.
A delegacia de Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) confirma a versão da família do namorado. O jovem confessou que foi o autor do disparo e foi autuado por homicídio culposo.
O velório da jovem aconteceu em Central Carapina, na Serra, e o enterro será no cemitério Jardim da Paz, no mesmo município.

Fonte: Folha de Vitoria

Policial Militar do Recife é esfaqueado dentro do Pátio do Forró, em Caruaru


2014-06-30 09:56:23

Da Redação Liberdade

O policial militar Cleiton Marques Vieira da Silva, 27 anos, foi socorrido em estado grave para emergência do bloco cirúrgico do Hospital Regional do Agreste (HRA) na noite do último sábado (28) vitima de três facadas. Segundo familiares, o PM foi assaltado e esfaqueado por três homens na área dos banheiros do Pátio do Forró, em Caruaru, no Agreste.
Cleiton Marques reside no bairro de Santo Amaro, em Recife, e veio curtir o São João de Caruaru com a namorada e parentes. O fato aconteceu após tentarem roubar o colar dele. “Tem uma revista na entrada, onde olha o corpo todinho para não entrar com nada, no entanto, tinhas uns caras dentro do banheiro com faca. Muito errado. Pouco policiamento para tanta gente aglomerada”, desabafou Stefânia Lúcia da Silva, prima do policial. Stefânia disse ainda disseram que o policial não estava armado.
O comissário do Polícia Civil Sergio Teotônio confirmou também que os bandidos agiram por pura maldade. Os marginais golpeavam as vítimas e não roubavam nada. “As pessoas foram ao banheiro e nesse momento foram surpreendidas por bandidos que estavam infiltrados no Parque de Eventos e armados com pequenas facas e punhais”, detalhou.

Justiça manda interditar delegacias até que prédios estejam adequados



Unidades não têm cumprido as normas básicas de higiene e de segurança. Polícia Civil de Goiás informou que ainda não foi notificada das decisões.
30/06/2014 10h11 - Atualizado em 30/06/2014 10h11
Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera
A Justiça determinou ao governo do estado que faça adequações nas instalações do 21º e do 26º Distrito Policial de Goiânia, localizados, respectivamente, no Setor Vila Finsocial e no Jaó. As decisões, tomadas pelo juiz Fernando de Mello Xavier, pedem ainda que as unidades sejam interditadas até que as irregularidades estejam devidamente consertadas, o que deve ser feito em um prazo de 30 dias. Caso as medidas sejam descumpridas, está prevista multa diária de R$ 1 mil.
A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que ainda não foi notificada sobre as decisões.
As ações foram propostas em 2012 pelo promotor de Justiça Vilanir Alencar Camapum Júnior, da Promotoria de Justiça da Saúde do Trabalhador. Os problemas nos distritos policiais foram apontados em laudos de inspeção da Vigilância Sanitária Municipal, do Corpo de Bombeiros e do Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), da própria Delegacia-Geral da Polícia Civil (DGPC).
Segundo as ações, as unidades não têm cumprido as normas básicas de higiene, de segurança e saúde no trabalho. O promotor afirma que os servidores têm “mal-estar” em trabalhar nestas condições.
“É uma situação que vem de muito tempo. Os riscos são grandes. Não tem limpeza dos aparelhos de ar-condicionado há anos. Nas dependências, as instalações elétricas estão em contato com umidade, com risco de incêndio. As questões sanitárias também incomodam, não tem tampa nos vasos e papel higiênico. Eles acabam tento um tipo de mal-estar naquele ambiente e isso reflete no atendimento à população”, afirma o promotor.
De acordo com o promotor, a situação dos dois distritos é similar a de outras delegacias. “Já entramos com várias ações e vamos continuar propondo porque as delegacias, de um modo geral, estão todas inadequadas. Já verificamos que tem delegacia que não tem nem cela e o preso ficava lá durante muito tempo algemado na pilastra. Situação constrangedora para os policiais e à população”.
Para Vilanir, se o estado não tem condição de manter os 26 distritos policiais da capital, é melhor reduzir a quantia de unidades. “O estado não tem condição de sustentar tantas delegacias, a própria DGPC já afirmou isso. Já tem um projeto da DGPC de reduzir para sete delegacias em Goiânia bem estruturadas. Eu acho que melhoraria a situação porque a delegacia no bairro não resolve o problema. Ela fecha de noite, no momento em que a situação fica mais insegurança. Não adianta ficar uma delegacia mal estruturada e a população chegar nessa delegacia e ser mal atendida", ressalta o promotor.
Juíz ordena a interdição do 21º Distrito Policial de Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Juíz ordena a interdição do 21º Distrito Policial de Goiânia (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Dois assaltantes foram mortos em troca de tiros com a PM


Ceará 

Na tarde do último domingo, 29, um dupla de assaltantes foi morta logo após uma troca tiros com um policial militar, ao tentar invadir uma churrascaria na avenida Alberto Magno, no bairro Montese, em Fortaleza. 

De acordo com o ronda do quarteirão, os suspeitos chegaram em uma moto e um deles anunciou o assalto. O policial que estava no local reagiu e houve troca de tiros. Os dois suspeitos morreram no local.

O policial, que levou um tiro na mão, foi socorrido no local e não corre riscos. O ronda do quarteirão ainda informou que um dos suspeitos já respondia por tráfico de drogas e porte ilegal de arma.
O povo

domingo, 29 de junho de 2014

Homem com tatuagem “Matador de Polícia” é preso com armas junto com comparsas



Por: Tony Silva e Marcelo Castro - 29 de Junho de 2014 - 19h48
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Durante operação realizada na noite deste sábado (28), por policiais da 39ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) coordenada pelo major Gabriel Neto, 81ª CIPM e Rondesp RMS, foram presos três homens identificados como: Luan Angel de Souza Santos, Alexsandro Barretos dos Santos e Danilo da Silva Teixeira. Com o trio foram encontradas duas armas de fogo.
De acordo com informações da polícia, o grupo que estava a bordo de um veículo Chevrolet Corsa Sedam, haviaefetuado vários disparos de arma de fogo contra um homem no bairro da Boca do Rio e durante a fuga evadiram para a região de Itinga, em Lauro de Freitas, onde foram abordados e presos em flagrante.
Um dos presos identificados como Luan Angel de Souza Santos, 23 anos, que usa uma tatuagem com o dizer “Matador de Polícia”, havia sido preso no dia 21 deste mês suspeito de cometer assaltos na região da Pituba, mas segundo a polícia havia sido liberado e já se encontrava em outra situação criminosa.

Os presos foram apresentados na 9ª Delegacia Territorial da Boca do Rio.

Fonte: Bocão News

Sindicato da Polícia Federal de MS enviará ofício ao MPF para investigar alto índice de suicídios


Jorge Caldas
Para Jorge Caldas, há a necessidade de investigação e intervenção do MP
O Sinpef-MS (Sindicado dos Policiais Federais em Mato Grosso do Sul) está preparando uma pesquisa sobre os casos de suicídio entre os profissionais da área para encaminhar um ofício ao MPT (Ministério Público do Trabalho) e ao MPF (Ministério Público Federal).
De acordo com o presidente do Sinpef-MS, Jorge Caldas, há a necessidade de investigação e intervenção do MPF para apurar os casos de morte dos oficiais e em decorrência do que isso tem acontecido. “Estes casos são resultado da crise na Polícia Federal”, ressalta Caldas.
A reclamação não é de agora. A Polícia Federal de MS já fez paralizações em 2014 para reivindicar por melhorias na categoria, como reestruturação da carreira, melhoria da infraestrutura e direito de protesto por parte dos policiais.
A nível nacional
No dia 16 de junho, o site da Sinpef já tinha divulgado uma entrevista com o presidente da federação nacional da Polícia Federal, Luís Boudens, falando sobre mortes de policiais.
“Estamos batendo o recorde de suicídios e casos de assédio moral. Nos últimos três anos ocorreram na PF 29 mortes: 13 delas por suicídio (…) numa pesquisa nossa, num universo de 11 mil policiais, entrevistamos 2 mil e 30% deles tomam algum tipo de medicamento para poder aguentar psicologicamente a situação”, disse Luis.

Fonte: Diário do Centro Oeste

Ex-secretário segurança diz que governo não deixa a PM trabalhar! E acrescenta: Essa é a marca de um governo frouxo, que trava o trabalho da PM, que já deu provas de que discrimina a corporação e que a hostiliza com medidas odiosas, embora dela dependa para seu projeto eleitoral.


Painel do Leitor

Ex-secretário de Segurança de SP critica relação do governo com a PM

O governo não deixa a Polícia Militar trabalhar. Essa é a marca de um governo frouxo, que trava o trabalho da PM, que já deu provas de que discrimina a corporação e que a hostiliza com medidas odiosas, embora dela dependa para seu projeto eleitoral. Governo que não assume seus erros, cujo representante dá mostras de absoluta falta de liderança e carisma e que não protege a instituição policial que tem sob suas ordens. A PM se mantém em silêncio porque é, acima de tudo, leal, apesar da incompetência daqueles que transitoriamente ocupam o poder.
ANTONIO FERREIRA PINTO é ex-secretário de Segurança do Estado de São Paulo.


Fonte: Folha de São Paulo

Concordo com ele em parte no tocante ao Ciclo Completo, mas sou a favor da Desmilitarização: Presidente do Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares defende ciclo completo de polícia, critica desmilitarização das forças policiais e fala como está o Policiamento Comunitário em Minas Gerais



Presidente do Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares defende ciclo completo de polícia, critica desmilitarização das forças policiais e fala como está o Policiamento Comunitário em Minas Gerais

Em entrevista exclusiva ao Blog do Elimar Côrtes, o presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Policiais Militares Estaduais e dos Corpos de Bombeiros Militares (CNC-PM/CBM), coronel Márcio Martins Sant’Ana, confirmou a posição dos comandantes gerais das instituições militares contrária à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 51), sugestão do Partidos dos Trabalhadores que muda radicalmente a segurança pública no País, como a desmilitarização das polícias.

“Somos totalmente contra a desmilitarização das instituições, situação esta imposta pela PEC 51, crendo que esta não é a solução para os problemas de segurança pública do Brasil. Somos militares com orgulho, seguindo e buscando tradicionalmente valorosos e distintos parâmetros de nacionalismo, ética, hierarquia e disciplina”, afirma o coronel  Sant”Ana, que é o comandante geral da PM de Minas Gerais.

Para ele, porém, o ciclo completo de polícia é um aspecto positivo da PEC, desde que mantida a condição de militar de seus integrantes: “As Polícias Militares, com a capilaridade e capacidade que seus homens possuem, podem atuar não apenas na captura e condução, mas também na lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), inerentes aos crimes de menor potencial ofensivo”, defende o coronel. “Deve ser destacado que o ciclo completo de polícia deve ampliar a competência das polícias, entretanto, mantendo-as independentes”, completa.

Blog do Elimar Côrtes – Como foram as últimas reuniões dos senhores comandantes gerais das Polícias Militares com o ministro da Justiça? O que os senhores levaram de reivindicação ao ministro?

Coronel Márcio Martins Sant’Ana – A reunião ocorrida no dia 28 de maio, na Sala de Retratos do Ministério da Justiça, foi de grande relevância para as Instituições Militares Estaduais, haja vista que ela se pautou na necessidade de se integrar o Ministério da Justiça e as Polícias e Corpos de Bombeiros Militares.

Dentre os assuntos abordados, destacamos os seguintes: Protocolo de atuação das Instituições Militares Estaduais durante a Copa do Mundo; incremento do Ciclo Completo de Polícia; posicionamento contrário à aprovação da PEC 51; qualificação e agravamento das penas relativas aos crimes cometidos contra agentes de segurança pública do Estado, dentre outras questões de relevo para a Segurança Pública.    

– O que observamos é que quando se trata de políticas de Segurança Pública os Estados é que sempre têm que resolver e estar na frente. Recentemente, o senador Aécio Neves, ex-governador de Minas e pré-candidato à Presidência da República, declarou que falta uma política de segurança pública ao Estado brasileiro. O senhor concorda?
– Em termos práticos, hoje existe, sim, uma política de Segurança Pública em âmbito estadual e federal, inclusive com participação da Senasp (Secretaria  Nacional de Segurança Pública, ligada ao Minitério da Justiça). Entretanto, esta política necessita de maior amplitude e efetividade.
A reunião ocorrida representa muito bem o foco desta pergunta, visto que a intenção do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, é a elaboração de políticas de segurança pública que tenham diretamente a participação das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares.

A participação dos órgãos de segurança pública no desenvolvimento de políticas públicas deve nortear as medidas futuras. Desta forma, a intenção do ministro  Cardozo e do nosso Conselho é de ampliar os canais de comunicação entre o Ministério da Justiça, Comandantes Gerais e Congresso Nacional, a fim de que todas as tratativas relativas à segurança pública passem também pelas Polícias e Corpos de Bombeiros Militares.

– Na condição de presidente do Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, qual a sua opinião a respeito da PEC 51? 
– A PEC 51 é uma proposta equivocada, pois desconsiderou as Instituições Militares Estaduais e do Distrito Federal, além de propor medidas estruturais de forma simplista, não observando as culturas organizacionais e o sentimento popular.

De antemão, e corroborando com a opinião de vários coronéis comandantes-gerais, somos totalmente contra a desmilitarização das instituições, situação esta imposta pela PEC 51, crendo que esta não é a solução para os problemas de segurança pública do Brasil. Somos militares com orgulho, seguindo e buscando tradicionalmente valorosos e distintos parâmetros de nacionalismo, ética, hierarquia e disciplina.

– Existem dentro da PEC 51 algo de positivo que poderia ser colocado à Nação?
– O ciclo completo de polícia é um aspecto positivo da PEC, desde que mantida a condição de militar de seus integrantes, como acontece com o “Gendarmería Argentina” ou “Carabineros Del Chile”. Efetivos tipicamente militares que exercem desde a captura até a investigação, atividade típica de força policial auxiliar da Justiça daqueles países. As Polícias Militares, com a capilaridade e capacidade que seus homens possuem, podem atuar não apenas na captura e condução, mas também na lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), inerentes aos crimes de menor potencial ofensivo.

Deve ser destacado que o ciclo completo de polícia deve ampliar a competência das polícias, entretanto, mantendo-as independentes.  A integração de informações, o que significa dizer, o trabalho desenvolvido em conjunto entre as organizações policiais em favor do cidadão, é um ponto que pode e deve ser discutido. Destaque-se ainda que a integração nada tem a ver com unificação, que significaria transformar as duas polícias em uma só. A título de exemplo, a Polícia Militar de Minas Gerais e o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais são duas instituições distintas e que trabalham em perfeita sintonia e integração.

– Por que sempre aparecem movimentos querendo acabar com as Polícias Militares?
– Esta questão apresenta diversos vieses. Dentre estes, podemos destacar os interesses escusos de determinados grupos que buscam enfraquecer a democracia, tentando com argumentos falaciosos, fazer com que o cidadão acredite que a desmilitarização das polícias ostensivas teria um efeito positivo para a segurança pública.

Observa-se que a estética militar é um padrão para polícias ostensivas no mundo todo, estética esta que nenhum prejuízo traz à segurança pública, antes traz benefícios em termos de organização e coordenação.

Além disto, considerando o relevo que a questão da segurança pública tem e continua ganhando nos tempos atuais, existe um interesse legítimo em se buscar soluções e apresentar propostas. Entretanto, algumas destas, como a desmilitarização, são propostas que não se sustentam de forma alguma em parâmetros técnicos ou científicos, que mostrem qual seria o benefício real que a sociedade e a segurança pública teriam.

A questão da segurança pública possui raízes muito mais profundas e complexas, ou seja, é sistêmico, não se admitindo uma solução simplista e como a proposta de desmilitarização. Diversos outros fatores de ordem social, cultural e econômica interferem diretamente na questão da segurança pública e não podem ser simplesmente ignorados.
– Como vai ser o trabalho do CNCG-PM/CBM e a Senasp para fazer chegar aos demais estados o modelo Koban de policiamento?
– O trabalho do CNCG-PM/CBM é de suma importância para apresentar e disseminar as experiências da Base Comunitária e Base Comunitária Móvel, que são desenvolvidas nos Estados Modelos, para mobilizar os demais comandantes gerais.

Como é sabido, em 2008 a Senasp firmou o segundo Acordo de Cooperação Técnica entre o Brasil e o Japão, que tinha como objetivo a disseminação do Policiamento Comunitário - sistema Koban. Entretanto, naquela época o projeto de capacitação e intercâmbio abrangeu somente 13 Estados que são: Acre, Alagoas, Bahia, Distrio Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas, Matro Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Agora em junho, a Senasp conseguiu aprovação do terceiro Acordo de Cooperação Técnica entre o Brasil e o Japão. Esta "nova" proposta é mais isonômica, pois abrangerá todas as 27 Unidades Federativas. Além da PM de São Paulo, também foram incluídas a PM de Minas e a Brigada Militar, do Rio Grande do Sul, como "Centros de Treinamento" de Policiamento Comunitário - sistema Koban.

Em agosto, a PM mineira inicia, efetivamente, os trabalhos para a implementação do Projeto Nacional de Difusão da Polícia Comunitária, em parceria com a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), desdobramento dos encontros realizados em Brasília e Belo Horizonte, em maio e junho deste ano.

A ação será marcada pela assinatura de Acordo Internacional de Cooperação Técnica, no Ministério das Relações Exteriores, com a nossa Polícia Militar. Credenciada como Centro de Treinamento para capacitação das demais polícias brasileiras e latino-americanas, a PM de Minas desenvolverá, até 2018, atividades de consolidação do acordo, supervisionadas por um perito japonês, capaz de atestar a capacidade da Instituição em disseminar a prática de Polícia Comunitária. Militares mineiros também vão ser enviados ao Japão para treinamentos in loco e vivência da experiência do país oriental.

Desta forma, e com o apoio dos coronéis comandantes gerais será possível disseminar esta doutrina nos próximos três anos de forma mais eficiente para nossas comunidades.

– O senhor acha possível um dia a polícia brasileira, num todo, poderá ter a consciência comunitária do policiamento japonês?
– Sobre a consciência comunitária, temos muito a avançar. No Japão, a aproximação entre população e policia é culturalmente facilitadora. No Brasil, teremos que fazer adaptações e sensibilização da comunidade. Na verdade, a maior diferença entre o Japão e o Brasil é a cultura.

Os problemas da polícia são muito parecidos, a diferença está na dimensão. A quantidade de crimes e a gravidade deles, no Brasil, é muito maior.

A implantação e disseminação do Policiamento Comunitário no Brasil sofreram avanços e recuos, após a abertura democrática (1985). Entretanto, esta é uma questão natural quando se trata de mudança de "paradigma organizacional". É uma tendência  das polícias modernas migrarem a sua estratégia de policiamento tradicional (repressivo/reativo) para a estratégia de Policiamento Comunitário (preventivo/proativo).

Os comandantes gerais das Polícias Militares são muito importantes neste processo, pois eles "fomentam" a definição de ações, em suas organizações, para consolidar esta doutrina. Por exemplo: a inclusão da disciplina de Polícia Comunitária em todos os cursos de formação (conforme o conteúdo programático e carga horária, sugerida pela Senasp), a criação de comendas para recompensar os policiais militares e comunidades que se destacam neste trabalho, a implantação de Bases Comunitárias para resolver os problemas locais de segurança pública (com o envolvimento da comunidade), o desenvolvimento e monitoramento de “indicadores de qualidade” de atividades preventivas/proativas, entre outras.

Diante disto, podemos dizer que sim, é possível que as polícias brasileiras tenham a “consciência comunitária” do policiamento japonês. Entretanto, deve-se também entender que não é um processo rápido e que depende exclusivamente das polícias, na verdade, depende em iguais proporções ou mais, da comunidade.

Neste contexto, o modelo Koban surge como mais uma alternativa de Policiamento Comunitário (e não como a única alternativa). Diante do exposto, podemos criar a expectativa de que no Brasil ocorra a miscigenação do Policiamento Comunitário “tradicional” com o Policiamento Comunitário “Koban”.

– Em Minas, como é, na prática, adotado o sistema Koban? Há, de fato, alguma semelhança com o modelo japonês?

– A primeira experiência de Policiamento Comunitário - sistema Koban em Minas Gerais está registrada nos anos 80 na cidade de Uberlândia (segunda cidade mais populosa de Minas). Naquela época os oficiais que eram discípulos do capitão Albano (mestre de Judô que viajou por três vezes ao Japão) receberam estes conhecimentos da Agência de Polícia Nacional do Japão e colocaram em prática. Foram criados Conselhos Comunitários de Segurança Pública e diversas Bases Comunitárias.

Em 2006 e 2007 foi promulgado pelo Estado Maior da Polícia Militar o Programa de Polícia Comunitária e naquela época foi idealizada, entre outros projetos, a criação da Base Comunitária Móvel. De forma pioneira, a PM de Minas,  em 2008, firmou um convênio com a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte para aquisição de oito Bases Comunitárias Móveis.

O serviço da Base Comunitária Móvel foi acolhido pela comunidade e no ano seguinte (2009) foram adquiridas mais 40 viaturas para distribuição entre os Batalhões da capital e interior. Atualmente, a nossa PM possui 112 Bases Comunitárias Móveis distribuídas em todos os municípios que são sede de Batalhão PM e Companhia PM Independente. Abrangendo os 52 municípios mais populosos de Minas Gerais e que possuem os maiores indicadores de crime, medo do crime e desordem pública.

Além destas Bases Comunitárias Móveis, destacam-se também as duas Bases Comunitárias "modelos" que estão instaladas no bairro Venda Nova/Belo Horizonte (49ª BPM) e no bairro Florença/Ribeirão das Neves (40º BPM). Em 2010 a PMMG publicou a Instrução nº 3.03.07/2010 que regula a atuação da Base Comunitária e Base Comunitária Móvel na corporação, após oficiais mineiros serem capacitados na Polícia Militar do Estado de São Paulo e na própria Agência de Polícia Nacional do Japão.

Na área de recursos humanos, no período de 2008-2014, a PMMG realizou seis cursos e sete  seminários para capacitar policiais militares e líderes comunitários. Foram capacitadas 2.626 pessoas em diversos municípios de Minas Gerais.

Há uma acentuada semelhança entre o modelo Koban e o modelo de Polícia Comunitário tradicional em Minas Gerais, haja vista que ambos buscam encurtar os laços de relacionamento com a comunidade. Em Minas Gerais, os policiais são treinados para se envolver com a comunidade, conhecer os seus anseios e solucionar, com ela, os seus problemas de segurança pública. Isto significa construir uma relação de confiança. No Japão, essa aproximação é cultural e mais fácil.

– No dia 9 deste mês, a PM de Minas completou 239 anos. Que mensagem o senhor deixa para a tropa e sociedade mineira? E mais: o governo de Minas deve anunciar algum tipo de ganho, seja ele salarial ou de bônus, ou mesmo aumento do efetivo, nesse período de comemorações de uma data importante?
– Preliminarmente, ressaltaremos para a todos os policiais da PMMG que somos militares, investidos pelo ente estatal para servir e proteger a comunidade mineira (essa é a nossa razão de ser). Praticamos o diálogo e a interação comunitária, totalmente focada no cidadão e na promoção da paz social.  Somos assim uma instituição que se encontra assentada sobre os princípios da cidadania, dos direitos humanos e da interlocução com a comunidade.

Por isso, estamos há 239 anos prestando serviços relevantes e hoje podemos dizer que somos patrimônio do povo mineiro. Noutro giro, não podemos deixar de destacar que o Governo do Estado de Minas Gerais tem feito um alto investimento na área de defesa social, o que redundou uma melhor condição de trabalho aos policiais militares mineiros. Ainda temos muito que avançar, mas estamos no caminho certo.

Parabenizo a todos os policiais da PMMG, pois dia a dia neste Estado busca-se evoluir nas ações de segurança pública, mesmo ante as adversidades, tendo em vista que temos a honra de contarmos com uma equipe de policiais abnegados, disciplinados, firmes, éticos, profissionais de alta extirpe e, acima de tudo, atuantes na proteção aos direitos humanos e na defesa do estado democrático de direito.

– O que esperar da Polícia Militar, que é uma referência nacional,  para os próximos anos?
– A Polícia Militar de Minas Gerais encontra-se alinhada com as diretrizes governamentais do Estado mineiro que tem uma visão de futuro incorporada em atributos fundamentais como a prosperidade, a qualidade de vida, a cidadania e a sustentabilidade.

A rede de defesa social e de segurança pública constitui um importante eixo de atuação das estratégias setoriais, delineadas pelo planejamento governamental que possui, como meta síntese, a evolução de um ambiente social com alta sensação de segurança, menos violência e criminalidade, com vistas à melhoria das condições de vida da sociedade mineira.

Da Polícia Militar de Minas Gerais pode-se esperar uma organização cada vez mais forte e focada em oferecer ao cidadão mais do que segurança, a legítima e verdadeira paz social.

Fonte: Blog do Elima Côrtes

Ex-ator pornô vira pastor e publica livro



GABRIELA YAMADA
ENVIADA ESPECIAL A SÃO CARLOS

29/06/2014  01h01

Júlio Vidal na juventude era visto como galã. Tinha uma conta bancária recheada e estava no auge da carreira de ator e diretor de filmes pornográficos quando deixou o mundo erótico para se tornar pastor evangélico e assumir o verdadeiro nome.
Até então, tudo o que Giuliano Ferreira, 35, havia conquistado –carros, casas e sucesso –era uma realidade muito diferente de sua infância pobre no bairro do Camargo Novo, em Itaim Paulista.
Foi após uma infecção generalizada, que começou com uma dor de dente e evoluiu para um coma induzido, que Ferreira disse ter vivenciado uma experiência espiritual, que chama de "contato com Deus". E virou pastor.
"A infecção tomou meus órgãos e estava avançando sobre o pulmão. Os médicos avisaram minha família de que minhas chances de sobreviver eram mínimas."
No quinto dia, afirmou que acordou sozinho e nenhum médico soube explicar o que aconteceu. Para ele, foi um "chamado".
Enquanto trabalhava com a indústria do sexo, Ferreira disse que tinha uma renda mensal média de R$ 9.000.
No currículo, cerca de 300 filmes eróticos, nove direcionados ao público homossexual, para quem adotou o nome de Juliano Ferraz.
Fabio Melo/ Folhapress
O ex-ator pornô Giuliano Ferreira, 35, que virou pastor evangélico e prega em igrejas em cidades no entorno de S. Carlos
O ex-ator pornô Giuliano Ferreira, 35, que virou pastor evangélico e prega em igrejas em cidades no entorno de S. Carlos
A decisão de abandonar a carreira, de acordo com ele, lhe rendeu uma multa contratual. Havia assinado contrato com uma produtora norte-americana e estava morando na Hungria.
"Vendi tudo o que eu tinha para pagar [a multa]. Carros, casas, foram tudo embora", disse ele, cuja última atuação foi com Rita Cadillac no filme "A Primeira Vez" (2006).
Ferreira também atuou com as atrizes Márcia Imperator e Vivi Fernandes, conhecidas no mundo erótico.
Conseguiu um emprego em São Carlos (232 km de São Paulo) numa recepção de hotel, com salário de R$ 900, ou 10% do que recebia.
ARREPENDIMENTO
"Tudo o que vivi vejo como experiências. Fiz porque me dava dinheiro, mas se voltasse no passado, não faria."
Após sair do coma, decidiu procurar uma igreja. Afirmou que se identificou com a Assembleia de Deus.
Se tornou membro ativo e, depois, passou a ser convidado por pastores para contar a sua história nos cultos.
A primeira vez ocorreu em Ribeirão Bonito (263 km de São Paulo), cidade vizinha a São Carlos, e, segundo ele, com o local lotado.
"Todo mundo queria saber quem era o ex-ator pornográfico que virou pastor", afirmou Ferreira, que atualmente arrasta fiéis em São Carlos, onde mora, e leva a sua história a outros cultos da igreja pelo país afora.
Diz defender a valorização da família e a fidelidade no casamento –casado e com dois filhos, afirmou condenar o sexo por prazer.
"A fornicação é considerada pecado pelo evangelho. Eu era um material, vendia o meu corpo", disse.
Hoje, sua renda vem da venda de produtos evangélicos. Como um "desabafo", escreveu o livro "Luz, Câmera, Ação e Transformação" (editora Semeando), sobre a sua trajetória. Diz que sonha agora em ter a sua história contada em um filme –mas que quer ver somente como espectador.

Pastor diz que o policial é autoridade constituida por Deus e que portanto se tiver de enfrentar o bandido tem de meter é muita bala nele! Veja

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Discussão entre policial e homem não identificado se transforma em troca de tiros em boate


Enviado em 29/06/2014 às 11h00, última atualização: 29/06/2014 às 11h06.
Diário da Manhã
Natânia Carvalho
Na madrugada de hoje, (29), três pessoas, duas delas policiais, se envolveram em uma briga e trocaram tiros em uma boate no Setor Marista, Goiânia.
Um dos agentes, de acordo com a Polícia Civil, que está no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), discutiu com um homem no banheiro e foi baleado na perna. O segundo policial, procurando vingar o amigo, começou uma troca de tiros com o indivíduo que teria disparado contra o oficial no banheiro. 
O policial foi atingido por cinco tiros na barriga e um na perna. Há especulações de que um dos tiros tenha perfurado a bexiga do agente e que agora, após cirurgia para remover o projétil, ele esteja com problemas de coagulação.
Na confusão, uma terceira vítima foi atingida na perna esquerda. Todos foram encaminhados para o Hugo. O homem que começou os disparos está foragido. Os dois oficiais estavam a paisana.

Comerciante foi morto com munição que pertencia a polícia civil, assim informou a empresa que vendeu os cartuchos para a PM e a Civil

Morte com munição usada pela polícia

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O comerciante Diogo José Nogueira Dias, assassinado com munição utilizada pela Polícia Civil e Foto: Freelancer / Nina Lima/Extra/ Agência O Globo


Marcos Nunes

A munição usada na pistola de onde partiram os sete tiros que mataram o comerciante Diogo José Nogueira Dias, de 22 anos, no dia 26 de julho de 2012, no Jardim América, era utilizada pela Polícia Militar e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Cópia de um relatório da Companhia Brasileira de Cartuchos,endereçada à Polícia Civil, ao qual o EXTRA teve acesso, revela que quatro cápsulas encontradas no Trevo das Margaridas, na Rodovia Presidente Dutra, ao lado do corpo de Diogo, pertenciam a lotes endereçados as duas corporações .


Diogo foi morto pouco depois de cair numa armadilha. Ele voltava das compras, quando recebeu um torpedo, em seu celular, avisando sobre um encontro. Nervoso, ele pediu a um mototaxista para o levar até o metrô da Pavuna, no subúrbio do Rio.
Às 21h07min, o comerciante aparece em um vídeo de câmeras de segurança, saindo da estação do metrô , acompanhando de dois homens. Minutos depois, ele enviou para a mãe, Cláudia Christina Nogueira Dias,de 43, uma mensagem enigmática .“Se eu morrer foi a x. que me deu para polícia”, escreveu no texto. X. é uma ex-namorada do comerciante, que após romper com Diogo, se envolveu com um oficial da PM.


Cerca de duas depois de enviar a mensagem, Diogo foi encontrado morto às margens da Rodovia Presidente Dutra. Sua ex-namorada foi ouvida pela polícia.
Ela revelou já ter sido ameaçada pelo jovem, mas negou qualquer envolvimento no homicídio.
Já o oficial da PM foi intimado duas vezes para depor, mas não compareceu a unidade policial.
Segundo a assessoria da Polícia Civil, ele deverá ser chamado para depor na 38ª DP (Irajá), para onde o caso foi transferido. Até o início do ano, o inquérito tramitava na Divisão de Homicídios De acordo com a polícia, o caso saiu da DH porque, 30 dias após extinguidas todas as diligências possíveis, o inquérito pode ser encaminhado para a delegacia da área onde ocorreu o crime.


Diogo já esteve envolvido com a venda clandestina de chips telefônicos. Conhecido como chip “bomba”,o artifício possibilitava o uso de celular, sem pagamento de conta, até que este fosse bloqueado pela operadora. Em novembro de 2011, o rapaz estava com um carregamento de chips, quando teve o carro em que viajava metralhado. Na ocasião, ele escapou ileso. No dia 3 de janeiro de 2012, ele estava em um carro que foi atingido por tiros, durante uma tentativa de assalto. Ele também escapou sem ferimentos


Procurada pelo EXTRA para comentar sobre a munição usada no assassinato, a PM informou que as investigações estão a cargo da Polícia Civil e qualquer informação sobre o inquérito, que corre sob sigilo, é imediatamente disponibilizada pela Polícia Militar
Também procurada pelo EXTRA pelo mesmo motivo, a polícia Civil disse que, de acordo com informações da 38ª DP (Irajá), o inquérito está sob sigilo. As investigações continuam em andamento e testemunhas estão sendo intimadas a depor.

Fonte: Extra/Globo