Informação policial e Bombeiro Militar

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Amese repudia recomendação do MP sobre boicote na prévia


Edgard Menezes disse que militares nunca boicotaram o Pré-Caju


O representante da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese), Edgard Menezes, informou que os policiais acharam estranha a recomendação feita pela Promotoria do Controle Externa da Atividade Policial do Ministério Público Estadual (MPE).

A recomendação foi feita ao secretário de Segurança Pública, João Eloy e ao comandante da Polícia Militar de Sergipe, coronel Maurício Iunes com a finalidade de coibir um possível boicote dos policiais que estão escalados para trabalhar no Pré-Caju, no período de 17 a 20 de janeiro e garantir a segurança da festa.

Isso porque os PMs respondem na Justiça a acusação de Motim, por terem ido doar sangue no Hemose, conseguindo atestado médico.

“É descabida essa questão do Ministério Público. Não existe nenhum motim por parte de qualquer associação de militares para boicotar o Pré-Caju e nós não boicotamos ano passado. O que ocorreu foi uma interpretação equivocada do Ministério Público e do comandante da PM à época. Se tinha um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) dizendo que só iam trabalhar quem fosse voluntário, não haveria motivos nenhum para buscar subterfúgios”, ressalta Edgard Menezes.

Quanto a doação de sangue, Edgard Menezes disse ser “inadmissível um promotor de Justiça trabalhar contra a doação de sangue. É bom deixar claro que nós não somos contra o Pré-Caju, mas contra a forma como somos obrigados a trabalhar no evento, ameaçando de prisão e a trabalhar na nossa folga. Para se ter uma ideia, os policiais que estão de férias esse mês terão que suspender as férias no dia 16, trabalhar no Pré-Caju e voltar ao descanso dia 21. É um absurdo interromper as férias para trabalhar em uma festa particular”, enfatiza.

Recomendação

Os Promotores de Justiça, Curadores do Controle Externo da Atividade Policial, João Rodrigues Neto e Jarbas Adelino Santos Júnior, o Diretor do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública, Adson Alberto Cardoso de Carvalho e a Promotora de Justiça em Substituição na Promotoria Militar, Luciana Duarte Sobral Menezes recomendaram que o secretário de Segurança Pública e o comandante da PM/SE adotem providências necessárias para evitar suposto aquartelamento dos policiais militares nos dias do Pré-Caju.

E que em caso de eventuais faltas ao serviço durante o período da prévia carnavalesca, seja providenciada a instauração de inquéritos policiais militares e procedimentos administrativos disciplinares em face dos policiais faltosos, bem como que o fato seja comunicado, imediatamente, ao Ministério Público de Sergipe.

Caso sejam escalados pelo Comando, os policiais militares devem cumprir segundo os promotores, as escalas de serviço, ordinárias ou extraordinárias. Além disso, não devem doar sangue ou praticar quaisquer outros atos que pareçam legítimos, mas justifiquem ilegalmente a falta ao serviço nos dias do Pré-Caju e mascarem o real intuito de boicotar o policiamento ostensivo da festa, como forma de pressionar o Governo estadual a acatar reivindicações da categoria.

“Movimentos paredistas dessa natureza, deflagrados e exercidos como instrumentos de pressão das categorias policiais por melhorias salariais e institucionais em face do Governo, caracterizam abuso de poder e/ou desvio de finalidade, provocando perturbações na ordem pública e na segurança dos cidadãos”.

Por Aldeci de Souza

Infonet

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