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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Polícia pode entrar em «estado de desobediência completa»

Portugal

SINAPOL pede reunião «urgente» com comissão parlamentar e diz que «a classe política tem tratado mal» os profissionais das forças e serviços de segurança

Por: tvi24 / CM    |   2014-01-10 16:44
O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) pediu esta sexta-feira uma reunião ao presidente da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, tendo em conta que as forças de segurança podem «entrar em estado de desobediência completo».

Numa nota, o SINAPOL adianta que a reunião com o social-democrata Fernando Negrão foi pedida «com caráter de urgência», justificando o encontro com o «iminente risco das forças e serviços de segurança entrarem em desobediência completa».

O presidente do SINAPOL, Armando Ferreira, disse à agência Lusa que quer alertar o presidente da primeira comissão parlamentar para a gravidade da situação, sublinhando que há «elevados indicadores internos» devido aos cortes salariais que levam a concluir que as forças e serviços de segurança podem entrar em «estado de desobediência completa».

Nesse sentido, o SINAPOL quer evitar tal situação e pede uma intervenção da primeira comissão parlamentar para que encontre «uma solução política e diplomática».

Na nota, o sindicato diz ainda que «a classe política tem tratado mal» os profissionais das forças e serviços de segurança.

Os sindicatos da PSP têm marcado para a próxima terça-feira uma reunião em conjunto para discutirem os cortes salariais e os aumentos dos descontos para o subsistema de saúde.

Também a Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança - que congrega os sindicatos e associações mais representativas da GNR, PSP, Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Polícia Marítima, Guardas Prisionais e Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) - está hoje reunida em Lisboa, estando em debate a realização de uma manifestação contra os cortes salariais.

Fonte: TVI24

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