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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Até que fim uma notícia boa! Justiça absolve 5 policiais acusados de tortura por bandido que matou empresário e feriu jovem em latrocínio


Justiça absolve 5 policiais acusados de tortura por bandido que matou empresário e feriu jovem em latrocínio
Bandido mata empresário, fere jovem em assalto, é liberado pela Justiça, denuncia policiais e acaba desmentido
Por muito pouco, muito pouco mesmo, cinco policiais apontados pela própria Polícia Civil como honestos, competentes e úteis para a sociedade, não são expulsos da corporação a bem do serviço público. Tudo pela simples palavra de um homem considerado bandido. E o que é ainda pior, de alta periculosidade. Depois de matar um pai de família e ferir outra pessoa durante um latrocínio: roubo seguido de morte, o latrocida também baleado na barriga por uma das vítimas, foi colocado em liberdade pela Justiça antes de deixar o hospital. Saiu e ainda denunciou os cinco policiais de tortura. Dez anos depois, no entanto, a verdade veio à tona.


Os investigadores José Vieira da Cunha Filho, Osvaldo Pereira, Ruseno Soares, Lauriane Cristina de Oliveira e o delegado Vaite Eugênio de Oliveira, então titular da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que antes nunca se envolveram, sequer em uma briga de vizinhos, foram absolvidos. Antes, no entanto, os cinco policiais sofreram humilhações. Foram linchados moralmente e por muito pouco um deles não se suicida.


A absolvição dos cinco policiais civis emocionou até mesmo o advogado de defesa deles, Ricardo Monteiro, que para não chorar, virou de costas até se refazer da emoção. “Foram dez anos de muita luta para provar a inocência de cinco policiais que não cometeram crime algum, mas que foram acusados por um bandido que dias antes da acusação matou um homem honesto e trabalhador simplesmente para roubar. Deus e a verdade prevaleceram mais uma vez”, desabafou o advogado Ricardo Monteiro.


Setembro de 2004. Dois bandidos entram em uma casa comercial no bairro Araés, no centro de Cuiabá para roubar cartões telefônicos. Os assaltantes, no entanto, não contavam com a reação do empresário Sinais da Silva Rodrigues, que mesmo baleado à morte também atirou contra a barriga do latrocida Júnio Gonçalves Lopes, o “Juninho”. No duelo à bala, o assaltante ainda atingiu de raspão a cabeça do filho de Sinair, Wellington da Silva Rodrigues.


O empresário Sinair morreu na hora. O filho dele, Wellington conseguiu sobreviver e o assaltante foi levado em estado grave para o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC). O segundo assaltante fugiu e nunca foi identificado. Júnio seria autuado flagrante em crime de latrocínio assim que tivesse alta do hospital, mas misteriosamente foi colocado em liberdade pela Justiça três dias depois.


Nas investigações, o delegado Vaite mandou intimar Júnio, que como ainda estava com curativos na barriga aberta de cima abaixou para a retirada de uma bala, teve que ser levado para a DHPP na viatura da Polícia. Lá ele prestou depoimento e foi liberado. Dias depois, no entanto, o latrocida procurou à Corregedoria Geral de Polícia Civil e denunciou que foi torturado pelos investigadores a mando do delegado Vaite.


Chegou a alegar que foi seguro pelos investigadores José Vieira, Ruseno Soares e Lauriane Cristina para que o investigador Osvaldo Pereira, também conhecido como “Osvaldão” desse socos na barrigada dele, ainda com pontos e curativos devido ao ato cirúrgico que ele havia sofrido. A Corregedoria da Polícia Civil abriu procedimento junto com processo aberto pela Justiça para apurar as denúncias.


Dai em diante começaram os sofrimentos dos cinco policiais, que mesmo trabalhando normalmente, sempre sofriam algum tipo de agressão moral. Só que, as investigações concluíram que o Júnio, o latrocida mentiu para se livrar de uma sentença de mais de anos de prisão em regime fechado por crime de roubo seguido de morte.


Apesar de seu porte físico avantajado devido seus exercícios como lutador de boxe profissional, Osvaldão nunca se envolveu em qualquer tipo de crime. Também, segundo as investigações, nunca misturou sua carreira de investigador da Polícia Civil como lutador de boxe profissional.


“Veja bem. Você já imaginou um homem forte e lutador de boxe como o Osvaldão batendo em uma pessoa que acabara de ser operada, justamente na barriga. Você acha que essa pessoa sobreviveria para contar história. Isso isso bastaria para desmascarar que fez a denúncia”, lembrou o advogado Ricardo Monteiro.


Mesmo emocionados, os cinco policiais procurados pela reportagem para dar entrevistas, não quiseram se pronunciar. Só um deles comentou: “Doeu, mas nós sabíamos que erámos inocentes. Por isso confiamos na Justiça, que às vezes tarda, como tardou, mas não falha.


MORTO - Envolvido em crimes de roubo, latrocínio e tráfico de drogas, Júnio, segundo a Polícia Militar, na época, trocou tiros com integrantes de uma quadrilha rival na periferia de Cuiabá, e acabou sendo morto.
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Fonte: 24hsnews

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