Edição anterior do Mundial custou cerca de R$ 400 milhões aos cofres do país africano
02 de fevereiro de 2014 | 7h 12
GENEBRA - O Brasil vai gastar quatro vezes mais com segurança na Copa do que a África do Sul destinou ao Mundial há quatro anos. Dados oficiais apontam que os sul-africanos investiram cerca de R$ 400 milhões para garantir a segurança do evento. Na época, a Fifa já havia alertado que esse quesito seria fundamental para delegações e torcedores, em um país conhecido por sua alta taxa de criminalidade.
Mas não era apenas a questão da violência urbana que preocupava a Fifa. Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, a entidade passou a avaliar que a Copa também poderia ser usada como um palco para ataques terroristas. De fato, meses depois dos atentados à torres gêmeas, em Nova Iorque, e ao Pentágono, em Washington, a empresa que garantia o seguro da Copa de 2002 no Japão anunciou que estava rompendo o contrato.
Desde então, a Fifa passou a exigir compromisso total dos governos com a questão. Um dos maiores testes ocorreu em 2006, na Alemanha, em uma região que poderia ser colocada como potencial alvo de ataques. O gasto do país com a segurança da Copa jamais foi publicado. Mas o governo admitiu que colocou nas ruas naquele mês o maior dispositivo de segurança que o país havia visto desde o final da Segunda Guerra Mundial. Foram 250 mil policiais, 7 mil soldados e 20 mil homens de empresas privadas.
O governo alemão decidiu na época colocar em um banco de dados todas as informações sobre cerca de 250 mil pessoas que estavam trabalhando para o Mundial, para a Fifa e patrocinadores. Os 10 milhões de torcedores que fizeram pedidos de ingressos pela Internet também tiveram seus dados verificados pela segurança do evento.
A comissão dos aprovados no ultimo concurso da PMPE de 2009 está promovendo uma caminhada em pro a convocação dos aprovados.A caminhada tem como objetivo mostrar a sociedadee ao Exm° governador Eduardo Camposque a criminalidade no estado de Pernambuco vem crescendo de forma alarmante. Com o aumento dos crimes letais o estado de Pernambuco não conseguiu bater a meta na redução de homicídio de 12%no ano de 2013 segundo o ultimo balanço da SDS, um dos motivos de não conseguir bater a meta estabelecida é o baixo efetivo da policia militar, com isso o nosso estado estáficando cada vez mais perigoso, a sociedade estáclama por segurança e nós aprovados daPMPEclamamos para da segurança a sociedade.
O governador de Pernambuco em vários vídeos prometeu convocar mais aprovados da PMPE, com essas promessas vários pais de famíliasdeixaram seusempregos e alimentaram os sonhos que é ser policial militar, nós aprovados da PMPE só queremos o cumprimento da palavra de nosso futuro presidente da república Eduardo campos.
O que será de nossos turistas nos grandeseventos que acontecerá em 2014?A copa do mundo vem ai, mais cadê o efetivo da policia militar para fazer a segurança publica de pessoas que só querem se divertire ter um momento de lazer com pessoas que tanto amam.
Os novos movimentos conhecidos comorolezinhoestá crescendo em todo pais inclusive aqui em Pernambuco, movimentos promovidos com o objetivo de promover arrastõese furtos nos shoppings e nas orlas de nossos cidades, isso será a grande onda na copa do mundo aqui em Pernambuco e esse será o presente para todos os turistas que vem visitar o estado de Pernambuco.
Estará presente nessa reunião aprovados de todo estado de Pernambuco e também fará presente pessoas do estado da Bahia, Rio grande do norte, Paraíba, Alagoas e ETC .
Calendário
Data da concentração da caminhada: 05/02/2014
Hora da caminhada:às 13h
Concentração e inicio da caminhada: praça do derby AV: Agamenon Magalhães Recife
Encerramento da passeata: Centro de convenções palácio do governo PE15 Olinda
Em apenas uma noite foram interditados nove prostíbulos que funcionavam em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. Uma operação da realizada na madrugada deste domingo (3) pela prefeitura, em parceria com a Polícia Militar, vistoriou pontos de irregularidade nos bairros Alberto Maia e Santa Mônica. Além dos cabarés, foram fechados um bar e um caldinho que não tinha alvará de funcionamento.
“A socilitação da Secretaria de Defesa Social para fazermos essa operação em bares, inferninhos e similares foi no sentido de que seja prostituição infantil, comercialização de drogas e venda de bebida a menores”, comentou a secretária de Planejamento e Meio Ambiente, Juliana Boudoux. A ação foi nos bairros de Alberto Maia e Santa Mônica que concentram o maior número de prostíbulos em Camaragibe. Ninguém foi preso ou detido. Nenhum dono dos estabelecimentos foi encontrado.
A secretária relata que no primeiro estabelecimento houve muita correria, algumas mulheres teriam fugido com lençois e travesseiros em baixo do braço e homens estariam sendo atindos.A partir do segundo, o número de gente ia diminuindo sendo encontradas apenas algumas prostitutas e poucos clientes, todos maiores de idade. No último, a polícia chegou ao local no momento em que as portas e janelas eram fechadas. “Como eles ficam próximos e têm portas estratégicas de fundo, a notícia da operação se espalhou logo. Acreditamos que os menores se evadiram”, disse Juliana Boudoux, acrescentando que a fiscalização será mantida.
Ação do Batalhão de Choque da PM retirou acampamento da Av. Desembargador Moreira Os policiais militares sub judice acampados há 23 dias em frente à Assembleia Legislativa do Ceará foram retirados no fim da tarde de ontem pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar. A operação ocorreu de forma pacífica. A ação ocorreu por volta das 17h30, quando o Batalhão de Choque ordenou a retirada do acampamento da Av. Desembargador Moreira. Como a ordem não foi acatada, os PMs retiraram faixas, cadeiras, mesas, barracas e uma tenda. Os objetos recolhidos foram levados por fiscais da Prefeitura de Fortaleza.
Material recolhido pela Polícia Militar foi levado pela Prefeitura para a Secretaria Regional II foto: Tuno Vieira
Durante a ação, o sentido praia-sertão da via também foi fechado pela Autarquia Municipal de Trânsito (AMC). “Não havia nenhuma ordem judicial para retirar a gente. Eles nos deram cinco minutos. Pedimos para esperar o nosso advogado, mas não aceitaram”, reclamou Emanuela Gomes, representante do movimento.
Decisão O comandante do Batalhão de Choque da PM, Alexandre Ávila, esclareceu, mas que não havia necessidade de uma ordem judicial, uma vez que a ocupação ocorria em via pública. Segundo ele, a ação atendia a um pedido de apoio por parte da Prefeitura visando à liberação do fluxo de trânsito e pedestres na via. “Deve-se garantir o direito de ir e vir das pessoas nessas vias, então houve essa necessidade. Foi estabelecido um canal de negociação, não houve uma pessoa ferida, nada foi quebrado e todo o material foi recolhido para a Secretaria Executiva Regional II”.
No início da noite, a via estava liberada, mas os manifestantes permaneciam no local. Os advogados do movimento orientaram evitar enfrentamento e hoje prometem tomar medidas.
Os ativistas fizeram o concurso da PM em 2008, mas em alguma das etapas os candidatos não foram aprovados. Uma liminar determinou que 632 deles poderiam trabalhar. No entanto, o governo recorreu, e os policiais foram afastados.
Apenas 10% apontaram como correto o comportamento dos policiais nas manifestações
Outros 19% responderam que ‘alguns colegas não agiram da forma certa, mas não se pode generalizar’
Juliana Castro
RIO - Manifestantes fugindo de bombas de gás lacrimogêneo e vandalismo eram cenas finais de um enredo que se tornou conhecido no fim de muitos protestos, desde de junho do ano passado. Sete meses depois de a população tomar as ruas, uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela como as próprias forças de segurança se sentem despreparadas para agir diante dos grandes atos — que prometem se repetir durante a Copa do Mundo. Ao todo, 64% dos policiais militares e civis entrevistados admitiram não ter recebido orientação e treinamento adequado para lidar com as manifestações e os black blocs.
A pesquisa sobre a percepção dos policiais a respeito dos manifestantes e do movimento black bloc, produzida pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas (DAPP-FGV) e obtida pelo GLOBO, fez um raio X do que pensam os policiais sobre os protestos, os black blocs e sua própria forma de agir diante deles. Foram feitas 5.304 entrevistas, sendo 4.499 com policiais militares e 805 com policiais civis de todas as regiões do país. O levantamento foi realizado pela internet, a partir de um cadastro que reúne nomes desses profissionais de todo o Brasil, entre 26 de novembro de 2013 e 14 de janeiro deste ano.
O despreparo revelado pelos praças e oficiais na condição do anonimato do levantamento explica outro percentual: o dos 69% que disseram que os agentes agiram como foi possível, devido às circunstâncias.
— Os policiais se sentiram tendo que improvisar diante de uma situação inesperada — afirmou o diretor da DAPP-FGV, Marco Aurélio Ruediger, responsável pela pesquisa.
Apenas 10% apontaram como correto o comportamento dos policiais nas manifestações, enquanto outros 19% responderam que “alguns colegas não agiram da forma certa, mas não se pode generalizar”. Na hora de atribuir a alguém a responsabilidade sobre a maneira como operam nas manifestações, os policiais não colocam na própria conta nem na do comando ou na das secretarias de segurança. A maioria (60%) indicou que a atuação da tropa é determinada pelos governos estaduais.
Um exemplo evidente desse despreparo ocorreu no dia 14 de junho, quando o fotógrafo Sergio Silva, de 31 anos, que cobria as manifestações em São Paulo, foi atingido por um tiro de bala de borracha, perdendo o olho esquerdo. O mesmo aconteceu à publicitária Renata da Paz, de 36 anos, depois de ser atingida por estilhaços de uma bomba de efeito moral durante protesto no dia 20 de julho no Rio de Janeiro.
Visão sobre atuação dos black blocs
Para Marco Aurélio Ruediger, a forma como as manifestações aconteceram é um fenômeno novo. Os policiais não possuem treinamento para agir diante delas e reconhecessem isso, o que deve ser visto com atenção pelo Estado, principalmente porque os grandes atos são um caminho sem volta e atrairão mais pessoas organizadas pela internet.
— Os policiais têm muita dificuldade de saber agir nessas situações, tanto pelo aspecto legal quanto pelo próprio treinamento deles, e isso gera transbordos de violência que afetam a todos, especialmente aos que estão lá pacificamente. Isso leva a estrutura do Estado a ter que fazer uma reflexão e um aprimoramento institucional rápido, porque não é uma coisa passageira. A sociedade civil está cada vez mais conectada a esses instrumentos digitais.
Por meio da pesquisa, é possível saber como os policiais veem os black blocs. Para 35% deles, trata-se de um grupo de baderneiros. Apenas 11% responderam que o grupo é de militantes políticos.
Os black blocs se definem não como uma organização, mas como uma tática empregada em protestos, com pessoas que se reúnem vestidas de preto e usando máscaras. Ao todo, 20% dos policiais disseram que os black blocs são uma tática de ação em manifestação. Em setembro do ano passado, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou projeto de lei que proíbe o uso de máscaras em protestos. Enquanto os black bloc dizem ter uma estrutura não hierárquica e descentralizada, os policiais não os enxergam dessa forma. Para 70% deles, esse grupo que protesta mascarado tem uma liderança organizada.
— É evidente que os policiais vão acreditar que o grupo possui um líder. Eles estão acostumados a lidar com organizações que possuem liderança — afirmou Rafael Alcadipani, especialista do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. — Black bloc é uma coisa nova. Ninguém sabia lidar, e a polícia foi aos poucos aprendendo. Manifestação é uma questão nova, que demanda vivência para ter uma boa inteligência — completa ele, que vê a percepção dos policiais sobre o tema como natural.
A pesquisa também questionou os 5.304 policiais sobre o que pensam a respeito das ações dos black blocs, e a maioria (78%) respondeu que o grupo não tem motivação clara, a não ser provocar a violência e o vandalismo gratuitos. Nessa questão, os profissionais podiam marcar até duas opções.
Em segundo lugar, apareceu que o objetivo dos mascarados era enfrentar e agredir os policiais (24%). Apenas 9% dos agentes afirmaram que os black blocs queriam defender os direitos dos cidadãos. Por terem uma concepção de que os black blocs têm um perfil que tende ao vandalismo, 70% dos policiais afirmaram que o grupo afasta o cidadão comum das manifestações. Quando julgam somente a ação dos black blocs e quem eles querem verdadeiramente atingir, 57% dos policiais afirmaram que o grupo não tem alvo definido.
A favor dos juizados móveis
Durante os protestos, a forma de tipificar eventuais crimes dos manifestantes foi alvo de polêmica. Em São Paulo, a polícia enquadrou um casal com base na Lei de Segurança Nacional, criada durante a ditadura militar para garantir a ordem política e social. E, segundo 33% dos policiais, é nessa lei que os black blocs devem ser enquadrados. A maioria (60%) respondeu que o grupo deveria responder por dano qualificado e incitação à violência. Nessa questão, os profissionais podiam marcar quantas opções quisessem.
— Precisamos ter como parâmetro que 70% do que a polícia faz são desinteligência. É ajudar em questões cotidianas. Manifestação violenta é uma questão nova — declarou o especialista do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Por conta do vandalismo nos atos, o governo federal e as secretarias de Segurança Pública do Rio e de São Paulo anunciaram a criação de juizados móveis para conter a violência em grandes manifestações. Quando questionados em relação ao tema, 75% dos policiais disseram aprovar a medida em caso de vandalismo ou de violência policial. A aprovação à criação dos juizados cai para 52% quando a pergunta é sobre o uso dele para a apuração da ação policial.
PMs do Rio e de SP relatam que falta treinamento
Ouvidos pelo GLOBO, policiais reclamam de abandono e do baixo efetivo na hora de lidar com as manifestações
Mariana Timóteo da Costa
e Raphael Kapa
RIO E SÃO PAULO - Aos 39 anos e com 20 de Polícia Militar, o cabo Rodrigo (nome fictício) se sente despreparado para lidar com manifestações. Morador da periferia de São Paulo, ele faz patrulhas pela cidade e diz que seu grupo “é o primeiro a chegar quando tem confusão na rua”. O cabo vem lidando com constantes queimas de ônibus e está em quase todos os protestos de rua, na área central da cidade.
— A situação está muito complicada. Além de não termos treinamento, equipamento adequado e nem pessoas qualificadas ou uma tropa suficiente, há um problema de gestão. Cada hora quem manda na gente manda fazer uma coisa diferente. Uma hora é para impedir acesso de manifestantes a um determinado local, outra hora é para deixar as depredações rolarem — diz Rodrigo, casado, quatro filhos e salário de R$ 3,7 mil mensais.
Ele e outros policiais reclamam do mesmo abandono e falam da inexistência de uma política clara de controle de distúrbios civis. O cabo Rodrigo, por exemplo, conta que faz apenas um curso de reciclagem anual. Cursos específicos para manifestações, segundo ele e um outro policial militar ouvido pelo GLOBO, são obrigatórios somente à Força Tática e à Tropa de Choque.
— A gente da patrulha pode até se inscrever em um, só que é necessária a liberação do nosso chefe, o que raramente acontece porque nunca tem gente para preencher nossos horários de trabalho — conta o cabo.
No Rio, os relatos não são diferentes. Ouvido pelo GLOBO, um policial relata que o vandalismo e o os black blocs não eram esperados.
— Não tive treinamento para esse tipo de manifestação. O nosso objetivo é sempre manter a ordem só que a violência fugiu do controle — afirma Jorge, que também não quis se identificar e que acredita que as redes sociais contribuíram para uma visão negativa dos policiais: — Tive companheiro filmado e depois foram xingá-lo no Facebook. Ele errou? Acho que não. Ele obedeceu ordens e teve sua família exposta. No final das contas, viramos vítimas.
No vídeo, segundo o policial, um grupo de jovens estava depredando uma agência bancária até a chegada da tropa que usou bombas de gás para dispersá-los.
— O pior é ver gente defendendo esses vândalos e nos criticando. É a mesma polícia que é requisitada para proteger a população nos outros dias — desabafa.
SSP contabiliza 183 exonerações em 2013 contra 150 no ano anterior. Demissões na PM caem no mesmo período
Ana Flávia Oliveira | - Atualizada às
O número de policiais civis demitidos cresceu 22% entre 2012 e o ano passado, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em 2012, foram executadas 150 exonerações, contra 183 em 2013.
Foto: Nivaldo Lima/Futura Press
Subiu o número de exonerações de policiais civis em São Paulo em 2013
A SSP não informou os motivos que levaram os policiais à demissão, mas disse que a corregedoria apura crimes de “natureza penal, como contra a administração pública, e contra a pessoa e o patrimônio”. A Corregedoria da Polícia Civil alega que está aprimorando os “mecanismos para coibir desvios de conduta praticados pelos seus agentes”.
Para o chefe-adjunto da Polícia Civil mineira e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Jésus Trindade Barreto Júnior, o aumento no número de demissões no Estado de São Paulo é “considerável” e revela “transparência e respeito às normas legais”.
“A sociedade quer policiais firmes, que enfrentam a criminalidade, mas que não violem as leis”, diz Barreto Júnior.
Enquanto o número de exonerações na Policia Civil aumentou, a Policia Militar de São Paulo demitiu menos agentes na comparação entre um ano e outro. Foram 365 policiais demitidos em 2012, contra 360 no ano passado. De acordo com a PM, o homicídio é o principal motivo para as expulsões de policiais. A PM informou ainda que a média de demissões entre 2008 e 2013 equivale a 0,3% do efetivo da corporação. “Ou seja, trata-se de uma extrema minoria”, diz em nota.
Foto: Agência Brasil
Policiais militares caminham por ruas de São Paulo. PM puniu menos no ano passado
Segundo Barreto Junior, os policiais civis e militares só podem ser demitidos ou exonerados após responder a um processo administrativo ou judicial.
“O processo disciplinar-administrativo é ligado à disciplina que o policial tem que ter ao exercer o cargo. A administração não olha o suposto crime cometido. Examina apenas o aspecto disciplinar da conduta. Já na esfera judicial, o policial é tratado como réu comum de um crime”, explica o delegado.
Outros Estados
O Rio de Janeiro também diminuiu o número de policiais militares demitidos. No ano passado, foram exonerados 143 agentes, contra 331 em 2012, segundo a SSP fluminense.
O número de policiais civis demitidos, no entanto, aumentou, passando de 26 em 2012 para 28 no ano passado. Segundo a Secretaria de Segurança do Estado, as corregedorias das policias civil e militar foram fortalecidas. “Isso deixa claro a determinação da secretaria de não compactuar com nenhum tipo de atividade criminosa que venha a ser cometida por qualquer policial.”
O número de policiais civis demitidos no Estado do Paraná subiu 214% entre 2012 e 2013, passando de sete para 22 demissões no ano passado. A Policia Militar também demitiu mais agentes em 2013 na comparação com o ano anterior, passando de 49 demissões em 2012 para 53 no ano passado. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Estado tem cerca de 4.000 policiais civis e 16 mil militares.
No Rio Grande do Sul houve aumento de 133% no número de demissões de agentes militares - de seis para 14 demissões. Na esfera civil, foram demitidos 11 agentes no ano passado, contra 13 exonerações em 2012 - queda de 15%.
As policias de Goiás registraram queda nos números de demissões. No ano passado, foram oito policiais militares demitidos, contra 14 no ano anterior. A Polícia Civil demitiu seis agentes no ano passado e oito no ano anterior.
Publicado Domingo, 2 de Fevereiro de 2014, às 16:37 Josias de Souza
Policiais federais discutem greve nesta semana
A Federação Nacional dos Policiais Federais realiza assembleias em todos os Estados na terça (4) e na quarta-feira (5). A cinco meses da Copa do Mundo, a entidade deve aprovar um calendário de greves e manifestações. Participam do movimento os agentes, os escrivães e os papiloscopistas da Polícia Federal. Juntos, somam cerca de 9 mil servidores. Reivindicam reajuste salarial. Os delegados —cerca de 1.700 distintivos— estão de fora. Participam da encrenca apenas como alvos de críticas dos colegas.
Diretor da federação de policiais, José Carlos Nedel diz que a situação da corporação tornou-se “insuportável”. Ele reclama: “Somos os únicos servidores públicos da história do Brasil com sete anos de congelamento salarial”. E insinua: “É evidente que a Polícia Federal está sendo sucateada como forma de castigo pelas operações que fez.”
No ano passado, os policiais federais paralisaram suas atividades por 72 dias. O governo fez jogo duro. Ofereceu-lhes o mesmo reajuste salarial concedido a servidores de outras repartições: 15,8% em duas parcelas. Os agentes federais rejeitaram a oferta e retornaram ao trabalho de cara amarrada. Voltam agora à carga com o travo da derrota a envenenar o discurso.
Hoje, os policiais federais em início de carreira recebem contracheque de R$ 7,5 mil. A federação leva à mesa um pedido alto. Deseja um reajuste de 100%. Prestes a anunciar um corte bilionário de despesas, o governo afirma que a hipótese de atender à reivindicação é nula. Ou seja: vêm aí fortes emoções. Tudo isso na ante-sala da Copa.
Um shopping de Brasília foi assaltado na tarde de sábado, em meio à operação tartaruga da Polícia Militar do Distrito Federal. Segundo a PM, o alvo do roubo foi uma loja de produtos eletrônicos. Os bandidos conseguiram fugir.
De acordo com a polícia, dois homens armados entraram na loja, localizada no shopping Liberty Mall, no Setor Comercial Norte de Brasília, e renderam os funcionários. O grupo foi trancado no banheiro enquanto os assaltantes roubavam o estabelecimento.
Os bandidos fugiram levando celulares, notebooks e outros equipamentos eletrônicos. Ninguém foi preso. Segundo a PM, as imagens do circuito interno de monitoramento já estão de posse dos investigadores e serão analisadas.
Ontem, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJ-DFT) acatou parcialmente pedido do Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) e determinou que os policiais militares do Distrito Federal encerrem a operação tartaruga que, desde outubro de 2013, é feita com o intuito de pressionar o governo a dar reajuste salarial, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios a PMs em atividade ou na reserva.
BRASÍLIA - Num movimento sem precedente na história da Polícia Federal, agentes, escrivães e papiloscopistas estão se rebelando contra o suposto domínio dos delegados sobre a estrutura da instituição. Na guerra por cargos, salários e reforma da polícia, agentes estão se recusando abertamente a cumprir ordens de delegado para situações que vão do simples ato de dirigir um carro numa operação a produzir relatórios de inteligência de grandes investigações criminais.
Os atos de resistência contra o que chamam de feudo dos bacharéis vão além dos limites de uma simples rixa de corporações. Os embates entre os grupos, quase sempre pontuais, mas recorrentes, trincaram os pilares da disciplina em alguns setores e já estão afetando o número e a qualidade das operações de combate à corrupção. O clima é tão pesado que em alguns casos, policiais das categorias litigantes mal trocam cumprimentos.
As pequenas rebeliões, que se multiplicam em várias direções, podem complicar parte do esquema de segurança da Copa e repercutir até mesmo nas eleições presidenciais em outubro deste ano. Com a policia conflagrada, a presidente Dilma Rousseff teria dificuldade de apresentar a instituição como modelo de luta contra os desvios de verbas da administração pública como aconteceu durante as campanhas eleitorais de 2006 e 2010.
Numa reação também sem precedentes, delegados estão preparando um manual de procedimentos com regras detalhadas sobre obrigações de cada policial numa investigação. Segundo um dos responsáveis pela organização das normas, agentes, escrivães e papiloscopistas que saírem da linha depois da aprovação destas regras serão levados à temida Corregedoria-Geral, ao Ministério Público e ao Judiciário.
- É uma situação grave e irreversível. Não se trata apenas de uma questão corporativa. Trata-se de uma questão de interesse de toda sociedade brasileira, que é a modernização da polícia - afirma o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho.
O procurador acompanha de perto os embates cotidianos entre agentes e delegado. O trabalho da polícia sempre tem reflexo na atividade do Ministério Público. É a partir de indícios e provas obtidos nas investigações, quase sempre conduzidas pela polícia, que procuradores preparam as peças de acusação contra criminosos. A tensão entre delegados e agentes se estende também ao Instituto Nacional de Criminalística (INC). Peritos também reclamam do suposto exclusivismo dos delegados.
- As coisas estão se agravando. Delegados não cedem em ponto nenhum. Não vejo luz no fim do túnel - afirma um experiente perito.
As disputas de agentes, escrivães e papiloscopistas contra delegados são antigas, mas se tornaram ainda mais acirradas depois da fracassada greve dos policiais federais em 2012. Depois de 72 parados, agentes, escrivães e papiloscopistas voltaram ao trabalho sem os reajustes salarias reivindicados, mas decididos a esticar a corda até o limite da força. A partir de então, começaram a pipocar país afora os atos de desobediência explícita.
No Distrito Federal, um agente disse "não" quando a delegada Andreia Albuquerque, que estava à frente da Operação Miquéas, pediu um relatório analítico sobre escutas e movimentação financeira dos investigados. Segundo relato de um policial ao GLOBO, o agente disse que repassaria os dados brutos Andreia. Caberia a delegada, e não a ele, fazer os cruzamentos de informações e extrair as devidas conclusões sobre as supostas ligações de políticos com um famoso doleiro local.
Para se proteger contra eventuais punições, o agente se escudou na portaria 523/89, que estabelece as atribuições dos policiais. Na visão da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), a portaria não inclui entre as tarefas de um agente a análise crítica de uma investigação. Pelo entendimento deles, se não está na lei, a ordem do delegado perderia a eficácia.
- Antes, agentes faziam relatório de inteligência (com cruzamento de dados) e os delegados assinavam. Hoje eles não fazem mais. Não aceitamos a apropriação (indevida) de propriedade imaterial. Hoje os agentes fazem a investigação, fazem a análise parcial dos dados. O relatório, com as conclusões finais, quem faz é o delegado - afirma Flávio Werneck, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal.
Em São Paulo, um dos atos de resistência teve desfecho trágico. Um grupo de 20 policiais de Ribeirão Preto e Bauru, especializados em ações contra o narcotráfico, se recusou a participar da interceptação de um avião que, depois de sair do Paraguai, pousaria numa fazenda em Bocaina carregado de armas e cocaína. Os policiais cruzaram os braços com o argumento de que não tinham fuzis potentes, visores noturnos e carros blindados para enfrentar os criminosos, conforme determina as normas de segurança.
A partir dali, um delegado recrutou às pressas agentes de outras cidades e correu até o local onde do desembarque das drogas. Segundo um dos agentes que se recusaram a participar da ação, os colegas foram surpreendidos pelos bandidos. Os criminosos fugiram com o carregamento de cocaína num carro e, numa troca de tiros, mataram um agente. A droga pertenceria à facção criminosa que domina os presídios paulistas e fatura alto com a rota da cocaína na região.
- Enquanto nós vamos lá (na linha de frente contra os criminosos), os delegados ficam nos gabinetes aguardando os resultados para darem entrevista. A revolta é geral - afirma um dos agentes que disseram "não" a ordem de interceptar o carregamento de cocaína.
Em Minas Gerais, agentes do serviço de inteligência suspenderam a análise de escutas telefônica da Operação Esopo, investigação sobre supostos desvios de dinheiro de ongs financiadas pelo Ministério do Trabalho. Depois do episódio, os chefes locais fizeram um convênio com as polícias Civil e Militar para cobrir serviços rejeitados pelos agentes federais. Em meio aos embates, a produção da Polícia Federal está longe de antigos recordes.
Segundo relatório divulgado recentemente pela Fenapef e não contestado pela direção-geral, o número de indiciamentos em investigações sobre peculato, concussão, emprego irregular de verba pública, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha caiu 86% em relação a 2007, quando a PF estava no auge das grandes operações de combate à corrupção. Para alguns policiais, o declínio é irreversível até que a paz interna seja restaurada.
Os agentes reivindicam 100% de reajuste salarial, ocupação de cargos estratégicos e a criação de uma carreira única dentro da PF aos moldes do FBI, a polícia federal americana. Um agente em início de carreira ganha salário de R$ 7,5 mil, menos da metade dos vencimentos de um delegado principiante, recebe R$ 15.374,64 por mês. Eles se sentem ultrajados ainda porque viram salários de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) dobrar nos últimos anos. Não faz muito tempo, os oficiais da Abin ganhavam bem menos que os federais.
A Fenapef afirma ainda que os delegados ocupam 95% dos cargos estratégicos de chefia em detrimento de agentes, escrivães, papiloscopistas e até de peritos. A polícia tem aproximadamente 1.700 delegados, 1.200 deles estariam em cargos de chefia. Para agentes, não delegados terem exclusividade sobre todos os setores da administração e não apenas nas áreas relacionadas aos inquéritos criminais. Citam como exemplo a Coordenação Geral de Tecnologia da Informação, chefiada por um delegado e não por um especialista em informática.
- Por que tem que ser delegado (a ocupar cargos de chefia) se isto não está na lei - afirma o vice-presidente da Fenapef Luís Boudens.
As reclamações dos agentes estão encontrando eco no Congresso Nacional. Dois projetos apresentados na Câmara e no Senado defendem a criação da carreira única dentro da PF, são as chamadas PEC do FBI. Pelas propostas, os agentes e delegados passariam a ser classificados como policiais federais e atuariam de acordo com a especialidade de cada um.
O presidente da Associação Nacional dos Delegados Federais (ADPF), Marcos Leôncio Ribeiro confirma que é forte a tensão entre agentes e delegados. Segundo ele, essas desavenças são antigas mas, agora, estão "potencializadas" . Ele entende que os agentes merecem reajuste salarial, mas não podem ocupar cargos estratégicos em uma instituição que é, de fato, dirigida por delegados. Diz também que a PEC do FBI melhoraria a vida dos agentes, mas seria um retrocesso para a polícia. O FBI também seria pontilhado por subdivisões internas de cargos e funções.
- O que a gente verifica é o seguinte : reconhecemos que as reivindicações salariais são justas, mas não se pode tolerar boicote - afirma Leôncio.
O presidente da ADPF afirma reconhece também que "há desmotivação profunda" entre os agentes e que,, mais cedo ou mais tarde, governo e administração da PF terão que encontrar uma solução definitiva para o problema. Recentemente a Fenapf recusou a oferta de um reajuste de 15,8% em duas parcelas oferecido pelo governo. A entidade só aceita reajuste de 100% para equipar a categoria com analistas da Abin, Banco Central e Receita Federal, entre outras.
Na última quarta-feira a Fenapef aprovou novo calendário de protestos com indicativos de greve nas próximas semanas. Procurada pelo GLOBO na última quinta-feira, a direção da Polícia Federal não respondeu às perguntas do jornal sobre o assunto.
Quase 57 mil Kg de maconha foram apreendidas em 2013. No Sertão do São Francisco houve queda no número de apreensões.01/02/2014 08h07 - Atualizado em 01/02/2014 10h20
A operação conjunta das Polícias Militar e Civil no combate às drogas no Sertão de Pernambuco tem apresentado números diferentes de acordo com a região. Enquanto nas cidades do Sertão do Araripe o número de apreensões de maconha e crack cresceu, no Sertão do São Francisco houve queda em 2013.
De acordo com o delegado da Polícia Civil, Lamartine Fontes, durante o ano passado, as ações de combate às drogas foram mais difíceis na área que abrange o Sertão do São Francisco, composto pelas cidades de Cabrobó , Orocó , Lagoa Grande , Santa Maria da Boa Vista , Afrânio , Dormentes e Petrolina . “O que puxou os números para baixo foi Petrolina. Depois de três anos consecutivos apreendendo grandes quantidades, no ano passado, houve uma queda e registramos um número de apreensões menor”, explicou o delegado.
Segundo dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, o Sertão do São Francisco reduziu em 76% a quantidade de crack apreendido e 48% nas apreensões de maconha. Já no Araripe, o quantitativo somado dos municípios fez o número de apreensões crescer de 2012 para 2013. As apreensões de maconha totalizaram 2.793 quilos em 2012 e 56.744 quilos no ano passado, um aumento de quase 2.000%.
O mesmo levantamento mostrou que em todo o estado de Pernambuco houve uma diferença nas apreensões de crack de 2% no mesmo período, 1,1 tonelada em 2013 e 1,08 tonelada no ano anterior, além do aumento de 159%, com a apreensão de mais de 8 toneladas de maconha.
Crime ocorreu na manhã deste sábado (1) em São Vicente, SP. Homem foi abordado por uma dupla de assaltantes e foi assassinado.01/02/2014 12h08 - Atualizado em 01/02/2014 14h51
Um policial militar aposentado foi morto a tiros na manhã deste sábado (1), em São Vicente , no litoral de São Paulo. O homem, de 55 anos, foi vítima de quatro disparos. O policial ainda foi encaminhado para um hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o trajeto. Cinco suspeitos foram encaminhados para a delegacia.
De acordo com a polícia, algumas pessoas estavam perto do policial no momento do crime. As testemunhas alegaram, em depoimento, que o homem foi abordado enquanto estava parado em um semáforo no centro da cidade. Dois homens, que estavam em uma moto, abordaram o policial, que teria se recusado a abrir o vidro do carro. Por causa da negativa, o militar teria sido executado.
Cinco suspeitos foram capturados pela polícia e estão no Distrito Policial (DP) Sede de São Vicente. Além da dupla que abordou o homem, outros três suspeitos estão sendo investigados por ajudarem os criminosos que estavam na moto. Uma testemunha, que viu toda a ação, já reconheceu o autor do disparo que matou o policial.
Familiares, amigos, vizinhos e demais residentes no Bairro Jardim Lacerda ainda estão chocados com a morte trágica através de suicídio.
A dona de casa Tereza Norma Silva, 45 anos, residente na Rua Moacyr Leitão, Bairro Jardim Lacerda, em Patos, atentou contra a própria vida durante a manhã deste sábado, dia 01. O fato aconteceu por volta das 13:00h quando dona de casa usou um revolver e atirou na cabeça.
De acordo com as informações, Tereza pode ter usado a arma do seu esposo que é policial militar para cometer o suicídio. Os vizinhos relataram que o casal tinha desentendimentos, mas jamais esperavam uma atitude tão extrema.
Peritos do Núcleo de Medicina Legal – NUMOL – estiveram na residência para a perícia criminal que revelará detalhes do fato. Policiais Militares resguardam a localidade que juntou vários curiosos e também familiares.