segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Exclusivo: criança liga para PM e pede ajuda

Menino de 11 anos estava preso em casa com outros dois irmãos

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  • Ouça a íntegra da ligação do menino
  • A história de um garoto de 11 anos comoveu a Polícia Militar (PM) em Itapecerica da Serra, na Grande Serra. Na manhã de sábado, o menino, numa tentativa desesperada por socorro, ligou para a PM pedindo ajudanda ao plantonista. A conversa foi transmitida nesta segunda-feira na Rádio Bandeirantes.


No telefonema, o garoto relatou que estava preso em casa com outros dois irmãos, um bebê de cinco meses e outro menino de dois anos.

As crianças teriam sido trancadas na residência pela mãe, que não disse para onde iria. Nem comida os menores tinham na casa.

Em um relato emocionado, o menino contou que é vítima de constantes agressões por parte da mãe.

"Ela (mãe) também me bate, me deixa com lesões. Já queimou minhas mãos, já queimou a minha barriga."

O garoto também contou que a ligação foi feita por meio de um telefone celular, já que o telefone fixo teria sido retirado da casa pela mãe.

Após a conversa com a PM, uma viatura foi encaminhada ao local para conferir a denúncia. As três crianças foram resgatadas por volta das 11h.

A polícia informou que já existem outras denúncias de agressão contra os três menores. O caso foi registrado na Delegacia de Itapecerica da Serra.

Confira a íntegra da ligação:

Criança: Oi, bom dia. Moço, é que minha mãe me deixou aqui preso com meus irmãos e é quase sempre que ela faz isso. E aí a minha irmã está sem leite, está sem alimento. O que eu poderia fazer?
Policial: Você tem quantos anos?
(C): Onze
(P): E os seus irmãos?
(C): A minha irmã tem cinco meses.
(P): E o seu pai?
(C): Meu pai está trabalhando.
(P): E a sua mãe?
(C): Ela saiu. Me deixou aqui com meu irmão e minha irmã.
(P): Seu irmão tem quantos anos?
(C): Meu irmão tem dois.
(P): A sua mãe saiu e foi para onde?
(C): Não sei (...) Ela tem depressão e foi internada.
(P): Você não tem como abrir a porta?
(C): Só se eu arrebentar a porta. Ela (mãe) também me bate, me deixa com lesões. Já queimou minhas mãos, já queimou a minha barriga.
(P): Qual o telefone da sua residência?
(C): Ela tirou o telefone da minha residência pra mim não ligar para ninguém.
(P): E onde você arrumou esse celular?
(C): É o meu.
(P): E ela não sabe que você tem esse celular?
(C): Agora sabe, mas eu escondi para ela não pegar.

Fonte: BAND

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