quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Promotoria pede que carros da PM não fiquem parados em frente a lojas. Além disso, a promotoria alerta sobre policiais que estão trabalhando como segurança particular, o que é ilegal.

PARANÁ 
Promotoria pede que carros da PM não fiquem parados em frente a lojas

Documento foi expedido nesta quinta (10) para PM em Londrina, no Paraná. MP-PR alerta ainda para casos de policiais exercendo função de segurança.
10/12/2015 11h54 - Atualizado em 10/12/2015 11h54
Por Rodrigo Saviani
Do G1 PR, em Londrina

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) emitiu uma recomendação para que carros da Polícia Militar (PM) não fiquem parados em frente a estabelecimentos comerciais em Londrina, no norte do estado. Além disso, a promotoria alerta sobre policiais que estão trabalhando como segurança particular, o que é ilegal.

A recomendação administrativa foi expedida ao Comando da PM em Londrina nesta quinta-feira (10). O prazo para solução é de 10 dias, conforme o documento. A Polícia Militar informou que vai apurar a denúncia.

De acordo com o documento, a promotoria aponta que teve conhecimento de “inúmeras notícias anônimas no sentido que equipes da Polícia Militar estariam conferindo tratamento privilegiado a empresários dessa cidade”, e que “há policiais militares exercendo funções de segurança particular em horário de folga, o que é proibido”.

O MP-PR recomenda que o comandante do 5º Batalhão da PM, tenente-coronel José Luiz de Oliveira, determine que as equipes policiais deixem de permanecer com carros parados em frente a estabelecimentos, com exceção em casos de atendimento.

A promotoria alerta ainda para que sejam investigados casos em que o estabelecimento comercial possui policiais militares em trabalho de vigilância particular, o que é proibido, conforme o MP.

O não acolhimento da recomendação importará em prática de improbidade administrativa, ainda segundo o documento.

Ao G1, a assessoria do 5º BPM informou que os fatos apontados pelo MP serão verificados, principalmente por se tratar de denúncias anônimas, o que exige um maior cuidado na apuração. A PM afirmou ainda que o comando não compactua com os atos apontados pelo MP. Caso algum caso seja confirmado, o comando deve tomar as medidas necessárias conforme a legislação, ainda de acordo com a assessoria do 5º BPM

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