A Polícia Militar protocolou no Ministério Público Estadual (MP-GO), na segunda-feira (11), um relatório sobre uma confusão registrada no fim de semana no Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia , na Região Metropolitana da capital. Além de denunciar 42 pessoas, a corporação pediu que os envolvidos arquem com os custos da operação: R$ 80 mil.

Mais de 70 policiais, dezenas de viaturas e um helicóptero foram necessários para controlar o tumulto. De acordo com o porta-voz da PM, coronel Divino Alves, a polícia não tem responsabilidade sobre a segurança interna do shopping. “Cabe o policiamento preventivo e ostensivo na parte externa”, ressaltou. Sendo assim, a corporação quer ser ressarcida por quem participou dos atos de vandalismo.

O tumulto aconteceu na tarde de sábado (9). Integrantes de grupos rivais marcaram um encontro por meio de redes sociais na praça de alimentação e acabaram brigando. A situação fez com que funcionários e clientes entrassem em pânico.  Além disso, o grupo promoveu quebra-quebra nos corredores e os lojistas foram obrigados a fechar as portas.

Segundo a PM, as redes sociais estavam sendo monitoradas e os policiais chegaram a avisar alguns pais sobre o envolvimento dos filhos no caso.

Durante a confusão, uma atendente de um restaurante, grávida de seis meses, passou mal e precisou ser resgatada às pressas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Outros funcionários ficaram desesperados e gravaram momentos de tensão dentro do estabelecimento (veja vídeo acima) .

Um deles, o vendedor Valter de Carvalho Ribeiro, ajudou a resgatar uma pessoa que ficou machucada. “O homem estava do lado de fora e ficou com o braço ferido. Aí eu consegui puxá-lo. O nervosismo foi muito grande”, conta.

Procurado pela reportagem, o Buriti Shopping preferiu não se manifestar sobre o caso.