Campos supera Dilma nas intenções de voto, mas só no Recife
Por Redação de Recife e São Paulo
Dilma teve Campos como aliado até o início deste ano, quando ele decidiu concorrer ao Palácio do Planalto
A presidenta Dilma Rousseff, segundo as últimas pesquisas de opinião, é a franca favorita para seguir com o seu governo a partir de 2014, em todo o país. Menos em Recife. Na capital pernambucana, o presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, leva vantagem diante da concorrente petista. Segundo pesquisa do Instituto Exatta, em parceria com o diário conservador Folha de Pernambuco, a administração de Eduardo campos é aprovada por 77% dos moradores da capital, enquanto a aprovação da gestão da presidenta Dilmachega a 60%.
Campos também garante uma certa vantagem quanto aos índices de desaprovação entre as duas gestões. O governo do socialista é desaprovado por 21% dos recifenses, enquanto o índice de rejeição da administração Dilma chega a 38%. Os indicadores convergem, porém, quando a faixa etária dos entrevistados é superior a 45 anos. A presidenta Dilma chega a 68% de avaliação positiva, enquanto Campos registra 78%. Os índices de rejeição ficam em 29% e 17%, respectivamente.
Entre os mais jovem, com faixa etária entre 16 e 34 anos, o governador registra uma aprovação que chega a 74% contra 50% da presidente Dilma. A desaprovação, contudo, é de 25% para o socialista e de 47% para a petista. A pesquisa Exatta/Folhape ouviu mil pessoas entre os dias 4 e 7 de novembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiabilidade é de 95%.
“Vice para quê?”
Diante dos números favoráveis, Eduardo Campos deixa claro que será ele o candidato do PSB à Presidência da República, em 2014, na tentativa de enterrar quaisquer esperanças que o grupo da ex-ministra Marina Silva possa acalentar para que ela seja cabeça de chapa no ano que vem.
– Se ela quisesse ser candidata, tinha um partido sério, o PPS, presidido pelo Roberto Freire que fez um convite. Não houve esta preocupação – disse Campos.
A declaração ocorre num momento de crescente tensão entre socialistas e integrantes da Rede, grupo de Marina Silva que não conseguiu se transformar em um partido político. Fontes próximas à ex-senadora argumentam que ele poderia até desistir de ser vice de Campos em 2014, segundo o jornalista Antonio Lassance escreveu, na agência brasileira de notícias Carta Maior:
Lassance pergunta “ser vice para quê?”, e lembra que “essa é a pergunta que começa a ser feita cada vez mais por membros do Rede Sustentabilidade, de Marina Silva. Segundo um integrante do Rede comentou com o articulista, a ideia de ser ou não ser vice de Eduardo Campos não está “sacramentada; vai ficar para 2014 e será submetida ao ‘coletivo’. Esse é o compromisso que Marina teria assumido diante da perplexidade e, aos poucos, da insatisfação que tem sido gerada entre seus seguidores na relação com o PSB nacional e nos Estados”.
“Segundo esse integrante, que participou recentemente da reunião em São Paulo que juntou dirigentes do PSB e membros do Rede, ambos os partidos estão ainda se conhecendo melhor, e as arestas a serem desbastadas são muitas. A ideia de Marina ser vice não teria sido um compromisso. Foi simplesmente isto: uma ideia. Tendo sido proposta pela própria Marina, ela não estaria impedida de tirar o time de campo. O único acordo definitivamente selado entre os dois é o de que o candidato é Eduardo Campos. Marina, em hipótese alguma, disputará a cabeça de chapa do PSB”, continuou.
Ainda segundo Lassance, “a preocupação maior de setores ligados a Marina é a de que ela já fez demais por Campos e precisa se preservar para 2018. Esta seria a grande aposta, com uma candidatura ‘puro sangue’, com o Rede já constituído enquanto partido. Hoje, sendo inquilinos no senhorio do PSB, a parte que lhes cabe nesse latifúndio é considerada cada vez mais estreita, incômoda e constrangedora”.
“Sua irônica exegese da bula marinada da nova política foi a de que, como Marina disse que é pra governar com os melhores do PT e do PSDB, está mais que confortável em apoiar Alckmin, que ele, por conta e risco, considera “um dos melhores” do PSDB. A nova política, assim, corre o risco de virar uma lista dos bons e dos justos escondida na cachola de Marina Silva, enquanto outros têm suas próprias listas guardadas no bolso”, acrescentou.
E conclui: “Os sonháticos começam a perceber que seu partido barriga de aluguel, o PSB, e a candidatura a vice de Eduardo Campos estão mais para pesadélicos do que psicodélicos”.
Fonte: Correio do Brasil
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