quarta-feira, 31 de julho de 2013

Policiais da cidade aderem a protesto e param atendimento

Policiais da cidade aderem a protesto e param atendimento

Apesar do manifesto de duas horas, casos mais graves foram recebidos

Notícia publicada na edição de 30/07/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 007 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após 12 horas.

Laurin Bizoni
Programa de estágio

Policiais civis de Sorocaba interromperam as atividades durante a manhã de ontem, das 10h ao meio-dia, aderindo à Operação Blecaute. O protesto é organizado pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp). Mesmo com a paralisação, tanto no Plantão Sul, como no Plantão Norte, os funcionários do atendimento não se recusaram a atender as situações mais graves. O objetivo da manifestação é protestar por melhores condições de trabalho e reposição salarial para a categoria.

 

A presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Sorocaba (Sinpol), Maria Aparecida de Queiroz Almeida, afirmou que mesmo não paralisando totalmente os serviços, os policiais civis estão apoiando totalmente o manifesto. "Por ser uma ação organizada pela Adpesp fomos pegos de surpresa sobre a paralisação, entretanto, estamos de apoio à causa. Além de não fazer sentido não atender a população em casos mais graves", diz. Segundo ela a ação é para chamar atenção do Governo Estadual para o "caos" que a categoria enfrenta desde fevereiro em negociação. A presidente ainda afirma que não há previsões para novas paralisações dos policiais civis em Sorocaba.

 

O protesto impediu que pessoas como E. M, furtado na noite de domingo, registrassem boletim de ocorrência. "Reconheço o direito deles de protestarem, mas que é um transtorno para a população ficar indo e voltando em outro horário, isso é", lamenta. Algumas ocorrências simples podem ser feitas na Delegacia Eletrônica, pelo site do Governo do Estado de São Paulo www.ssp.sp.gov.br/bo/ .

 

 

Na capital

 

 

Entre as reivindicações, os profissionais cobram a reestruturação da Polícia Civil com carreira jurídica para delegados, pagamento de nível universitário dos investigadores e escrivães, além de recomposição salarial. No período da tarde, às 14h, policiais civis de várias cidades se reuniram para uma marcha na capital paulista. Segundo a Adpesp, a manifestação em São Paulo é um ato de repúdio às investigações do Ministério Público que, segundo a associação, "resultaram na prisão de policiais civis inocentes em recente episódio ocorrido no interior do estado", diz a nota, referindo-se às prisões de policiais do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

 

Para a presidente da Adpesp, Marilda Pansonato Pinheiro, a Polícia Civil se une em uma luta digna. "A paralisação tem por objetivo chamar a atenção da sociedade, pedir socorro, contra as péssimas condições de trabalho que o Governo vem impondo à categoria. O ato de hoje (ontem) foi apenas um protesto porque a deflagração de um movimento paredista, mesmo penalizando toda a sociedade civil, será o último recurso a ser adotado, sempre atendendo os interesses da classe e da população", explicou. (Supervisão: Armando Rucci Filho)

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