sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cade o subsidio?

 
Comando da PM esclarece pagamento da Emenda 29 20/1/2012

Curitiba – O Comando-Geral da Polícia Militar esclareceu, numa coletiva de imprensa, na tarde de ontem, questões referentes ao pagamento da Emenda 29 (subsídio) para os policiais militares, bem como sobre algumas interferências detectadas no sistema de comunicação da PM, nos últimos dois dias. “O atendimento às ocorrências por parte da Polícia Militar continua normal, sem prejuízos à população”, garante o subcomandante-Geral, coronel Cesar Alberto Souza.
De acordo com o coronel, as interferências são pontuais e não refletem a maioria dos policiais militares. “São focos específicos, os quais estão sendo identificados; inclusive acreditamos que nem sejam os policiais da ativa que estejam promovendo essas interferências, e sim por ex-policiais militares ou aqueles que estão prestes a serem excluídos da corporação devido a alguma irregularidade”, destaca Cesar. “O policial militar, aquele que jura pela sua vida defender a sociedade, com certeza não estaria fazendo isso, pois tem a consciência de que o rádio é o seu principal apoio numa situação de emergência”, completa.
O comando da PM, segundo ele, já está tomando algumas medidas para que essas interferências sejam identificadas e cessadas. “Já enviamos um ofício a Anatel, solicitando ações no sentido de localizar as interferências”, revela. Além disso, de acordo com o coronel Cesar, nos locais onde as canaletas de rádio estão recebendo influência, as ocorrências estão sendo repassadas aos policiais nas viaturas via telefone celular. “Então essas musiquinhas colocadas não interferem no andamento do trabalho, mas prejudica um pouco sim a qualidade do serviço já que o policial trabalha naturalmente com situações estressantes e de repente pode se deparar com um ruído”, descreve. O coronel Cesar também pediu aos policiais militares que procurem o comando da corporação e as associações representativas de classe para colocarem seus pontos de vista.
“O Governo está aberto a negociações, o comando também, e aguardamos os policiais militares para debatermos a questão do subsídio, inclusive no próximo dia 23 será feita uma reunião, a qual estará aberta a qualquer integrante da corporação”, informa o coronel.

Emenda 29
Uma proposta inicial para pagamento do subsídio, previsto na Emenda 29, foi apresentada no final de dezembro à Polícia Militar pela Secretaria de Estado da Administração e Previdência do Governo do Estado. No dia 6 de janeiro, a proposta foi apresentada pelo comando-geral às entidades representativas de classes, compostas por policiais militares, no quartel do comando geral, em Curitiba, para ser analisada e discutida.
A partir daquela data, foi estipulado um prazo de 30 dias para elas apresentassem contrapropostas. “A intenção do comando da corporação é fazer com que a melhor proposta possível seja implementada no sentido de atender os anseios tanto da tropa quanto do Governo do Estado”, garante o subcomandante-geral da PM, coronel Cesar.
A apresentação dessa proposta por parte do governo, de acordo com o subcomandante-geral, já mostra um avanço em relação ao subsídio tão aguardado pelos militares estaduais. “O governo está aberto a negociações, e se implantado o subsídio, o policial, principalmente a praça, observará algumas diferenças como a correção de algumas distorções salariais”, ressalta o coronel Cesar.
No dia 11 de janeiro, o comando geral da Polícia Militar convidou os presidentes das associações representativas de classes, ou alguém por eles indicados, para integrarem a Comissão Especial de Estudos que está analisando a proposta de Anteprojeto de Lei que visa regulamentar a implantação do subsídio. “Com a participação das associações, as praças da Polícia Militar, inativos e pensionistas estão representadas no grupo”, ressalta o comandante-geral.
Após o fechamento de uma proposta final, o documento será enviado ao Secretário de Estado da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cesar, ao governador para apreciação e encaminhamento à Assembléia Legislativa, onde deverá ser votado, e devolvido ao governador para aprovação final.

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