Informação policial e Bombeiro Militar

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Polícia investiga dois policiais acusados de fazer sexo dentro de viatura com duas mulheres!


Polícia canadense investiga dois agentes por sexo em viatura

Policiais de Montreal devem receber punições disciplinares. Caso veio à tona após foto de ato sexual ser publicado na web.
02/06/2014 12h06 - Atualizado em 02/06/2014 12h07
Do G1, em São Paulo
A polícia de Montreal, no Canadá, afirmou que abriu investigação contra dois policiais que fizeram sexo com duas jovens em uma viatura durante o expediente.
Inicialmente, as autoridades pensaram que apenas um policial teria feito sexo na viatura após a divulgação de uma foto que mostra o agente com uma loira no banco do motorista.
Policial de Montreal foi flagrado fazendo sexo com mulher na viatura (Foto: Reprodução/Twitter)
Dois policiais são investigados por sexo em viatura (Foto: Reprodução/Twitter)
No entanto a jovem que aparece na foto contou para a polícia que ela e uma amiga estavam no carro policial. Segundo ela, a amiga estava com outro agente no banco de trás.
Segundo o porta-voz da polícia de Montreal,  Ian Lafreniere, os dois policiais devem receber punições disciplinares.

Cabo pode ser expulso da GNR a PM de Portugal por ter feito streptease fardado! A quem diga que ele já foi expulso e a também quem diga que ele não será punido.




GNR expulso por fazer strip com farda

Agente participou fardado numa festa do dia da mulher, durante o fim de semana, e as fotos foram parar à internet
Fonte: TVI24
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PERNAMBUCO: ATENÇÃO SOLDADOS QUE INGRESSARAM NA PMPE DO ANO DE 2007 ATÉ 2013, A PM ESTAR QUERENDO MANTER CONTATO COM VOCÊ.


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Juiz Pernambucano será investigado pelo CNJ - Conselho Nacional de Justiça.


16:31 \ Judiciário

Juiz suspeito

Hora da votação
Pedido de apuração
O Conselho Nacional de Justiça vai apurar denúncias contra um magistrado pernambucano muito afeito a processos envolvendo grandes cifras.
Francisco Galindo, até outro dia juiz substituto do Tribunal de Justiça de Pernambuco, era conhecido por assinar decisões surpreendentes em ações que mexiam com altos valores, quando assumia a cadeira de colegas licenciados ou de férias.
O caso mais grave ocorreu cerca de um ano atrás. Galindo acompanhou um representante de uma construtora local em uma visita a um juiz do TJ-PE para pedir celeridade num processo de interesse da empresa.
O juiz responsável explicou que não seria possível, dada a complexidade do caso, e contou que havia solicitado, inclusive, a realização de uma perícia antes de bater o martelo.
Coincidência ou não, assim que o juiz em questão saiu de férias, Galindo o substituiu. Ato contínuo, Galindo deu uma canetada em favor da empreiteira para quem havia feito lobby pouco tempo antes.
O TJ-PE chegou a apurar as suspeitas contra Galindo, hoje juiz titular do tribunal, mas o caso acabou arquivado.Francisco Falcão pedirá a abertura de um procedimento contra Galindo na próxima sessão do CNJ.
Por Lauro Jardim

Fonte: VEJA

CNN: País da Copa! Rio de Janeiro para o mundo.






Rio de Janeiro

CNN exibe traficantes em ação no Rio de Janeiro

Rede de TV americana entrevista bandidos em favelas e faz alerta 

sobre a criminalidade ainda presente nos morros, apesar da 

'pacificação'

A repórter Shasta Darlington entrevista traficante em favela do Rio de Janeiro
A repórter Shasta Darlington entrevista traficante em favela do Rio de Janeiro (Reprodução)
Apesar dos esforços do governo para tranquilizar os turistas que estão a
caminho da Copa do Mundo, o noticiário internacional tem mostrado
 repetidamente os problemas da criminalidade no país. Na noite desta
quinta-feira, a rede americana de TV CNN exibe, em sua página na internet,
uma reportagem que mistura cenas de bailes funk com bocas de
 fumo e bandidos armados no Rio de Janeiro. A repórter Shasta
Darlington entrevistou traficantes e mostrou como a vida prossegue
normalmente, na rua em que funciona uma boca de fumo à luz do dia.
A reportagem lembra que, a partir de 2008, o processo de “pacificação” –
com a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) – modificou o
cenário em algumas favelas, principalmente na área turística. Mas destaca
também o que a população da cidade já sabe: os morros cariocas estão
longe da imagem de tranquilidade que a propaganda vem exibindo.
A reportagem da CNN é exibida um dia depois de outra imagem
impressionante do Brasil reproduzida nas páginas de veículos
americanos e europeus: o confronto entre índios e policiais a
cavalo em Brasília.
Segurança - A presidente Dilma Rousseff determinou que as Forças
Armadas se façam presentes, de forma ostensiva, nos Estados onde
serão realizados jogos da Copa ou onde houver seleções estrangeiras
hospedadas. Soldados do Exército estarão presentes nos trajetos por
onde as autoridades e as delegações passarão, nos arredores dos
diversos centros de treinamento, a exemplo da Granja Comary, em
Teresópolis, no perímetro dos hotéis onde os visitantes estiverem
hospedados e nas ruas das cidades, onde for conveniente os militares
estarem à mostra.
Dilma quer que os militares sejam vistos na maior quantidade de pontos
 possíveis pela população, para funcionar como poder dissuasório,
desestimulando qualquer tipo de aventura de baderneiros. Quer
também dar "sensação de segurança" à população em geral, aos
torcedores e às autoridades. "Quero que as Forças Armadas apareçam.
Que tenham visibilidade", determinou a presidente. A ordem dela é que
 "todos vejam o Exército nas ruas e se sintam seguros".
A presença destes militares nas ruas está coberta, legalmente, por um
instrumento já assinado por Dilma e publicado no Diário Oficial de
segunda-feira, que está sendo chamado de "GLO preventiva", que
dá o poder de as Forças Armadas agirem para dar Garantia à Lei
e à Ordem (GLO).
O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, chegou a falar em pedir
 uma nova participação do Exército na segurança, além da que já ocorre
 no Complexo da Maré. Mas, até o início da noite desta quinta-feira, ele
não havia concretizado o pedido. O Estado do Rio Grande do Norte,
que estava enfrentando problemas de segurança, está discutindo uma
solicitação similar.
Apesar de o ataque ao ônibus da seleção ter desencadeado a ampliação
da atuação das Forças Armadas, como reforço à Polícia Federal e
Polícia Militar, "esta disponibilização de reforço em nada altera as
competências e funções dos entes responsáveis pela segurança da
Copa, já definidas no Plano Operacional", asseguraram os ministérios
daJustiça e da Defesa, em nota, acrescentando que "o planejamento
de segurança para a Copa" está sendo feito de forma "integrada e
coordenada entre as forças de segurança".
(Com Estadão Conteúdo)

TENTATIVA DE ASSALTO A CARRO FORTE NO SHOPPING GUARARAPES



TENTATIVA DE ASSALTO A CARRO FORTE NO SHOPPING GUARARAPES
As informações na matériahttp://diariode.pe/h2d
De acordo o 6º Batalhão de Polícia Militar, houve tiroteio e um dos suspeitos teria sido baleado. A investida teria acontecido quando o veículo abastecia uma casa lotérica.
Pelo WhatsApp e Facebook do Diario de Pernambuco, leitores enviaram imagens e relatos sobre o caso, que gerou tumulto e pânico no centro de compras.
Foto: Reprodução/WhatsApp Diario (81) 8222-3456

Pessoal agora quando nós formos ao caixa eletrônico teremos que arrancar a frente dele, pois a mesma pode ser falsa! Veja os vídeos.



Para ver o bandido instalando clique AQUI

domingo, 1 de junho de 2014

PMPE: Arma de Soldado do 11º BPM é recuperada pelo efetivo do GATI, ROCAM e da 6° CIPM


EFETIVO DO GATI E ROCAM DA 6° CIPM RECUPERA ARMA ROUBADA DE POLICIAL MILITAR DO 11° BPM.

O Vereador Marco Prisco deve ser solto na próxima segunda-feira dia 02 de junho após o pagamento da fiança de R$ 21.720,00 estipulado pela justiça federal.


Prisco deve deixar a Penitenciária da Papuda na segunda


Da Redação

Prisco deve voltar a Salvador logo depois que deixar a penitenciária, em Brasília

O vereador e líder da greve da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) Marco Prisco deve deixar o complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, na segunda-feira, 2. Ele teve a prisão revogada nesta sexta-feira, 30, e estará em liberdade provisória logo após o pagamento da fiança de 30 salários mínimos (R$ 21.720), por seus advogados.
A guia de pagamento da fiança foi expedido manualmente e somente poderá ser pago na "boca do caixa" de uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) inviabilizando, segundo o advogado Fábio Brito - integrante do corpo jurídico de defesa, a soltura de Prisco neste sábado.
"O pagamento será feito assim que o banco abrir, às 10 horas", assegurou o advogado.

Brito, que também é vice-presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), relatou ainda que Prisco deve deixar a penitenciária e seguir direto para o aeroporto, com destino a Salvador.
Além da fiança, a Justiça Federal determinou que Prisco terá que ser monitorado com tornozeleira eletrônica e não vai poder ter contato com diretores de associações, inclusive os da Aspra. O vereador também não poderá sair de Salvador, nem circular penas ruas a partir das 22 horas,  além de ter que se apresentar à Justiça mensalmente para informar e justificar suas atividades. "Ficará em recolhimento domiciliar", declarou o defensor.

PM terá que promover oficiais e praças até o natal para abrir vaga a um novo efetivo




DIÁRIO DA MANHÃ
NATÂNIA CARVALHO

Apesar de o comandando-geral da Polícia Militar ter estabelecido um efetivo de 30.741 para a corporação em Goiás, oficiais (tenentes, capitães, majores e coronéis) e praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes) não preencheram as vagas de promoção abertas. Se essas posições não forem ocupadas, uma vaga na colocação anterior do não será liberada e, consequentemente, não haverá o aumento da força policial. 
Em resposta a situação, a Associação dos Oficiais da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (Assof) entrou com uma ação contra o comandando-geral da Polícia Militar, o obrigando a cumprir os números da contratação, e para isso de promoção, estipulados. 
Quem relatou o caso foi o desembargador Carlos Alberto França. Foto: Divulgação/ TJ-GO
Quem relatou o caso foi o desembargador Carlos Alberto França. Foto: Divulgação/ TJ-GO

Segundo o portal do Tribunal da Justiça de Goiás (TJ-GO), a votação da “2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) determinou que sejam preenchidas, até o fim deste ano, todas as vagas disponíveis nas promoções dos oficiais da Polícia Militar do Estado de Goiás.” A legislação determina que a situação seja resolvida até o dia 25 de dezembro deste ano. 
O desembargador Carlos Alberto França, relator do caso, afirmou que “considerando que a situação da segurança pública de Goiás, que possui um efetivo muito menor do que o fixado pela Lei, demonstra que a situação vivenciada é insustentável e desborda da legalidade, não sendo razoável admitir-se que o comandante-geral deixe de realizar as promoções dos oficiais já integrantes de carreira”.
As promoções serão feitas neste ano, mas as contratações podem demorar até dez anos, elas acontecerão gradualmente. 

NÃO PERCAM HOJE 1º DE JUNHO O LANÇAMENTO DA CHAPA 2, "RENOVAÇÃO COM SERIEDADE", Á PRESIDÊNCIA DA ACS-PE, LIDERADA PELO SOLDADO ALBÉRISSON, QUE ACONTECERÁ NO CLUBE DE CABOS E SOLDADOS!

Acontecerá hoje 1º de junho, no Clube de Cabos e Soldados a partir das 10 horas o lançamento da Chapa "2" Renovação com Seriedade, liderada pelo Soldado Albérisson á Presidência da Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados Policiais e Bombeiros Militares. do Estado de Pernambuco, contamos com a presença de todos.

OBS: as cores predominante da campanha é azul e vermelho, se puderem vá vestido com essas cores! Muito Obrigado.

Black blocs prometem caos na Copa com ajuda do PCC

Publicada em 31/05/2014 - 22h30min   /  Autor:  msn

O Estado de São Paulo
Protagonistas das ações mais espetaculares da rede anarquista não foram nem sequer fichados pela polícia


Os black blocs que executaram as ações de grande repercussão do ano passado continuam fora do radar da polícia, e prometem transformar a Copa do Mundo “num caos”. Para isso, alguns deles esperam que o Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização que domina os presídios paulistas e emite ordens para criminosos soltos, também entre em campo. Não se trata de uma parceria, mas de uma soma de esforços.

Com o compromisso de não identificá-los, o Estado ouviu 16 desses black blocs, em seis encontros, na última semana. À diferença dos adolescentes que os imitaram em depredações, e que acabaram arrolados em um inquérito do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), eles são adultos, seguem tática desenvolvida há décadas na Europa e nos Estados Unidos, não têm página no Facebook nem querem aparecer.





Dos 20 que formam o núcleo da rede, apenas um foi fichado, porque foi detido em uma manifestação. Movem-se na sombra do anonimato, articulam-se nacionalmente, e nunca haviam dado entrevista antes. Preocupados com sua imagem perante a opinião pública, decidiram falar, pela primeira vez. “Vamos estourar de novo agora”, promete o mais veterano deles, de 34 anos, formado em História na USP e com matrícula trancada no curso de Psicologia.


“A gente vai devolver o troco na moeda que o Estado impõe”, ameaça o ativista, que trabalha para um hospital público de São Paulo. “O caos que o Estado tem colocado na periferia, por meio da violência policial, na saúde pública, com pessoas morrendo nos hospitais, na falta de educação, na falta de dignidade no transporte, na vida humana, é o caos que a gente pretende devolver de troco para o Estado. E não na forma violenta como ele nos apresenta. Mas vamos instalar o caos, sim. Esse é um recado para o Estado.”


“A gente tem certeza de que o crime organizado, o PCC, vai causar o caos na Copa, e a gente vai puxar para o outro lado”, continua o veterano. “Não temos aliança nem somos contra o PCC. Só que eles têm poder de fogo muito maior do que o MPL (Movimento Passe Livre, que iniciou as manifestações, há um ano, com ajuda dos black blocs). Pararam São Paulo”, acrescentou, lembrando as ações do PCC na década passada.


O veterano e uma bailarina de 21 anos, que abandonou um curso em uma universidade pública para se dedicar exclusivamente à causa, contaram que membros do PCC receberam bem na Penitenciária do Tremembé (interior paulista) dois black blocs presos na manifestação de junho do ano passado do MPL. “Colocaram colchões para eles.” Igualmente, o Comando Vermelho acolheu um ativista preso no Rio.


“Os 'torres' respeitam o que fazemos, por causa do nosso idealismo”, explica o veterano, usando o jargão que designa os líderes do PCC. “Eles fazem por lucro e a gente, contra o sistema. Não nos arriscamos por dinheiro, mas para que a mãe deles também seja atendida pelo SUS.” O veterano prossegue: “Sou nascido e criado na ZL (zona leste). Conheço muito a cara do PCC. Somos os nerds do lado da casa deles. O crime organizado respeita a gente porque nasceu de mentes pensantes. Por isso talvez não nos coloquem na cadeia”, interpreta, intrigado com o fato de a polícia não os incomodar. “Porque vamos fazer uma revolução lá.”





Tática. O veterano, que cita o anarquista canadense George Woodcook e os Racionais MC, emprega “a tática”, como eles a chamam, desde 2001, quando “quebrou” o Parque d. Pedro, no centro de São Paulo. Em princípio, a função assumida pelos black blocs é a de resistir à repressão e proteger os manifestantes, interpondo-se entre eles e a polícia. Mas também a provocam, quando acham politicamente conveniente fazer com que ela perca o controle e a razão diante da opinião pública, de modo a atrair simpatia para um movimento.


Foi assim há um ano, na Praça da Sé, em protesto do MPL, quando o veterano, protegendo-se apenas com sua mochila, investiu contra a polícia de choque. Pegos de surpresa, os policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo, que atingiram a multidão, enquanto ele saía de cena, ileso. A partir dali, intensificaram-se os distúrbios.


Os black blocs, que não são um grupo estruturado, mas uma rede, que vai se formando espontaneamente, no contato nas ruas, queimaram carros de emissoras de TV e da polícia, depredaram 14 bancos (em 40 minutos) e a sede da Prefeitura. Protegidos por barricadas e beneficiados pela surpresa e pelo despreparo da polícia, não foram pegos.


Mas receberam a adesão de cerca de 100 adolescentes, que, numa explosão de fúria, ou por terem apanhado da polícia nas manifestações ou por ressentimentos trazidos da periferia onde moram, partiram para um quebra-quebra descontrolado, de tudo o que aparecesse na frente. Incluindo carros, lanchonetes e bancas de revista cujos donos pouco têm a ver com os “símbolos do capitalismo” visados pela doutrina anarco-socialista que predomina entre os black blocs. O núcleo original, então, saiu de cena. Voltou há uma semana, em uma manifestação pacífica na Praça da Sé. “A gente estava bem armado”, disse o veterano, sem detalhar o tipo de arma. Eles têm usado coquetéis molotov, pedras e escudos improvisados.


“A ação black bloc é mais incisiva e intensa numa manifestação pacífica”, afirma o veterano. Segundo ele, as ações têm de ter uma razão de ser. “Não vejo sentido em quebrar banco na Copa”, exemplifica. Mas a violência contra bens materiais - e não contra seres vivos, com exceção de policiais - é justificada pelos praticantes da tática. E desculpada, no caso da ação “aleatória” de adolescentes da periferia. “Não existe o errado e o certo”, pondera. “É a revolta dele.”

Frustração. “Ocupamos durante cinco meses a frente da Assembleia Legislativa, cheios de boas intenções”, lembra um estudante de Direito de 22 anos. “Apresentamos uma pauta de reivindicações. Não deu em nada. Manifestação pacífica não dá resultado.”


“No último ano, houve 30 protestos, 4 muito violentos, que foram os mais noticiados”, contabiliza um profissional de Marketing e estudante de Ciência Política de 32 anos, que doutrina os black blocs e seus seguidores com textos anarquistas. “Os outros não receberam uma linha.”


A socióloga espanhola Esther Solano, professora da Universidade Federal de São Paulo e pesquisadora dos black blocs, vê uma distorção nessa atenção dada às depredações. “Num país onde mais de 50 mil pessoas são mortas por ano, como é possível essa histeria com 40 garotos?”, pergunta. “Um país que naturaliza tanto a sua violência não tolera ver a violência na Avenida Paulista.” O veterano acrescenta: “No Brasil, choca mais 14 bancos quebrados do que a polícia matar 6 crianças”.


“A manifestação não pode ser pacífica, sendo que é resposta à repressão estatal e capitalista”, argumenta um rapaz de 18 anos, que estuda e trabalha, mas não quis dar mais detalhes sobre si mesmo. “O Estado sendo opressor, esmagando a população, obrigando a morrer na fila do SUS, isso é violento, e a resposta é autodefesa.” O veterano completa: “É legítimo quebrar banco. Quantas pessoas os bancos quebram por dia?” Com relação a depredar bens públicos que depois terão de ser reparados com dinheiro dos impostos, ele responde: “O imposto já é roubado. Dizer que o dinheiro vai sair do nosso bolso é mentira, porque já saiu. Alguém tem saúde digna? Então não reclame de vandalismo.”


Contágio. Os black blocs acreditam que sua revolta esteja se espalhando pelas camadas mais pobres da população. “O bagulho que mais gostei da semana passada foi a greve dos motoristas”, disse a moça de 21 anos, que vive da renda de um aluguel. “Estamos mostrando na rua a tática, e queremos que as pessoas se apropriem”, acrescenta uma estudante de Ciências Sociais “na casa dos 30”, que, como muitos deles, tem receio de fornecer detalhes nesta reportagem e finalmente entrar no radar da polícia. “A barricada é útil quando o Choque chega para desocupar uma área”, exemplifica. “Uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foi queimada em uma favela do Rio em protesto contra a violência policial.”


Sete membros do núcleo participaram da ocupação da Câmara Municipal do Rio, no ano passado. Eles também estão associados a um grupo no Recife, uma das cidades do Nordeste que visitaram. “Fomos fazer campo de base”, disse o veterano. Ativistas colombianos e venezuelanos vieram trocar experiências com eles. A bailarina está interessada nos zapatistas, e prepara-se para ir visitá-los no México. Ela gosta do filósofo germano-americano Herbert Marcuse, ideólogo da contracultura, para quem “não temos que quebrar o sistema nem por dentro nem por fora, mas por suas brechas”.


Alguns abandonaram estudos e trabalho para se dedicar à causa em tempo integral. Outros a conciliam com uma vida “normal”. Têm carros e cedem seus apartamentos para a “causa”. O repórter do Estado esteve em dois “aparelhos”, para usar um termo dos anos 70, na região da Avenida Paulista. Num deles, o anfitrião calçava pantufas de ursinho. Em duas situações, o repórter viu black blocs dando esmolas na rua. Pessoalmente, são gentis e educados, em contraste com a imagem de violência associada a eles.


O perfil social dos black blocs é variado. Alguns são pobres e moram na periferia. Outros são de classe média baixa e vivem na região central da cidade. O repórter conheceu apenas um caso de um rapaz de classe alta, cujos pais moram em um bairro nobre de São Paulo. Depois de ler o primeiro texto anarquista, aos 13 anos, pediu para seus pais pararem de pagar escola para ele. Hoje com 18 anos, mora com a namorada na região oeste de São Paulo, trabalha e estuda, e participa das ações mais ousadas dos black blocs.


Polícia. Quase todos concluíram, abandonaram ou fazem faculdade. E sofreram violência policial. Quando o veterano tinha 14 anos, a polícia veio despejar sua família do barraco em que viviam, no Parque São Luís, na zona norte de São Paulo. “Estávamos devendo o aluguel e parece que o dono tinha um parente militar, porque a polícia não pode chegar assim, sem um mandado”, recorda. “Um policial alterou a voz com a minha mãe, entrei na frente e ele deu um tapa na minha cara. Eu nunca tinha apanhado, nunca tinha tacado pedra na polícia. Hoje, jogo coquetel molotov com gosto.”


“A maioria dos presos é punk”, diz o veterano. “A gente 'cola' muito com os punks. São inteligentes, não são vândalos”, continua, empregando esse termo para quem depreda aleatoriamente, sem seguir a tática, que preconiza ações com motivo claro. “Não cobrem a cara. Em tudo o que eles acham justo, eles estão. A polícia prende os punks e, por causa da cor da roupa, diz que são black blocs.”


Um rapaz de 20 anos conta que aderiu à tática depois de levar três balas de borracha da polícia - uma na perna esquerda e outra nas costas, no distúrbio na Rua Maria Antonia, no dia 13 de junho; e uma no estômago, na manifestação do 7 de Setembro, a que teve a maior participação de black blocs e de seus seguidores adolescentes.


“Não vejo sentido em quebrar banco, mas vejo a polícia como órgão repressor, e nosso papel é proteger os manifestantes”, assinala o rapaz, que estuda Direito em uma faculdade privada, com 100% de bolsa do ProUni, e faz estágio em uma imobiliária. Ele mora em um bairro da região central com a mãe, empregada doméstica.


A bailarina afirma ter sido assediada sexualmente por policiais, antes de aderir à tática.


Um programador de 32 anos que apoia o movimento acredita que seu pai, que era dono de um bingo, tenha sido morto por policiais, por não pagar a quantia exigida por eles para manter o negócio funcionando, quando se tornou ilegal, em 1998. Seus conhecimentos profissionais são valiosos para os black blocs, que se apoiam na atividade de hackers. No primeiro encontro com o repórter do Estado, o veterano lhe disse: “O seu CPF não é de São Paulo”, para deixar claro que o havia investigado.