segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Sargento Ricardo venceu a enquete para Vereador do Recife.
Com mais de 30% das intenções de votos o Sgt Ricardo foi vencedor da enquete feita pelo Blog da Segurança de Pernambuco.
Para obter mais informação acessar o Blog da Segurança de Pernambuco autor da enquete.
Pernambuco: governo do estado diz que enviou quatro Projetos de Lei em favor dos policias. As medidas preveem aumento do efetivo, a criação de políticas de cargos, carreiras e gratificações.
Eduardo entrega 125 novas viaturas no lançamento do Patrulha do Bairro
O Patrulha do Bairro, que foi lançado pela primeira vez em 1985 no governo de Roberto Magalhães, será mais um importante braço do Pacto pela Vida. Ao todo, serão 156 bairros com a cobertura policial. Para a escolha das localidades, foi utilizado o critério baseado nos índices de violência registrados pelo disque 190. Já as rotas das viaturas foi uma decisão compartilhada entre os comandantes de Batalhões e Companhias e representantes da comunidade atendidas.
Destacando a filosofia de polícia comunitária do programa, Eduardo acredita que a presença dos policiais trará, ainda mais, a sensação de segurança para as famílias. “A característica desse programa é a proximidade. Ou seja, é a patrulha 24h daquele bairro onde serão reforçados os pontos que foram apontados pelos seus moradores”, explicou, garantindo que, nos próximos meses, o programa chegará a Caruaru e Petrolina e, até o final do ano, nos demais municípios que apresentarem maior criminalidade.
Das 175 novas viaturas do Patrulha do Bairro, 125 foram entregues hoje e são do modelo Tucson 2.0 com câmbio automático. Cada veículo recebeu um adesivo com o nome do bairro onde servirá e possui um sistema de monitoramento via GPS. Os carros ainda foram equipados com rádios digitais, fazendo a ponte entre o Batalhão de origem e o Centro Integrado de Operações da Defesa Social – CIODS. Já os policiais – serão dois por viatura- portarão celulares anti-choque com aceso à internet e linha exclusiva para receber as chamadas dos moradores.
Além do Alto Mandu, todos os 94 bairros do Recife receberão o Patrulha do Bairro. Em Olinda são 10 bairros tidos como prioritários: Rio Doce, Peixinhos, Casa Caiada, Jardim Atlântico, Salgadinho, Bairro Novo, Varadouro, Cidade Tabajara, Águas Compridas, Ouro Preto. Já o município de Jaboatão recebe 11 patrulhas que atenderão a nove bairros, sendo que Prazeres e Piedade com dois carros cada e os outros nove circularão em Candeias, Cavaleiro, Barra de Jangada, Jaboatão Centro, Jardim Jordão, Muribeca e Cajueiro Seco.
Coube ao secretário de Segurança Defesa Social, Wilson Damázio fazer um rápido balanço dos investimentos realizado na área e “que ajudaram a evitar, no mínimo, 5.300 mortes de 2007 para cá”. “Temos R$ 103 milhões para gastar mensalmente com segurança. Muitos dos meus colegas da área de Segurança Pública não acreditam”. Para a locação das Tucson serão investidos mensalmente R$ 551.145,00. A aquisição dos coletes custou mais de R$ 3 milhões. Já os aparelhos de taser foram doados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.
Convidado a discursar de surpresa, o ex-governador Roberto Magalhães, disse que a sua palavra não era necessária, “porque o mais importante é o gesto nobre e raro do governador em reconhecer um projeto que foi iniciado na sua gestão”, quando a PM pernambucana adquiriu 100 Kombis. “O que se vê na política - não por todos os políticos - é chegar ao cargo e apagar tudo que feito antes. Eduardo Campos não tem essa vaidade, esse egocentrismo. E, com certeza, é o seu papel de gestor, mas também sua qualidade humana que está fazendo com que tenha um grande prestígio popular”, cravou o ex-governador.
Ainda durante o evento, Eduardo encaminhou à Assembleia Legislativa quadro Projetos de Lei em favor dos policias. As medidas preveem aumento do efetivo, a criação de políticas de cargos, carreiras e gratificações.
NA WEB
Como o sucesso do Patrulha do Bairro está atrelado à participação dos moradores das comunidades beneficiadas, o Governo do Estado decidiu lançar também um canal de comunicação via internet: o Comunidade Conectada. Entrando no endereço eletrônico do programa: www.patrulhadobairro@sds.pe.gov.br, o cidadão poderá demandar, denunciar e ainda fazer sugestões diretamente à patrulha sobre a segurança do seu bairro, sendo assegurado o seu anonimato.
Fonte: Blog do Estado de PE
PMs são acusados de falsificar documento.
PM falsifica assinatura de mãe para ficar impune
Policiais militares falsificaram o depoimento da mãe de Thiago Júnior da Silva, de 16 anos, na apuração interna da corporação sobre o assassinato do adolescente, afirmam o Ministério Público e a Polícia Civil. Quatro soldados do 31º Batalhão (Guarulhos) são apontados pela investigação como responsáveis pelo crime. A reportagem é do jornal Diário de S. Paulo.
No documento, supostamente assinado pela vendedora Eliana da Silva, de 38 anos, ela afirma ter visto o filho ser abordado e liberado pela PM. O depoimento teria sido prestado na sede do 31º Batalhão em 18 de março de 2011, dia em que o corpo de Thiago foi encontrado com um tiro no pescoço em meio a um matagal no Parque Santos Dumont, em Guarulhos.
Acontece que Eliana nunca esteve em um quartel da PM para depor sobre a morte de seu filho. Para a Polícia Civil, ela relatou exatamente o contrário. Disse que estava trabalhando no horário em que Thiago sumiu, mas os vizinhos contaram que o viram pela última vez no camburão de uma viatura da PM.
O depoimento de Eliana que integra o inquérito policial militar foi submetido a análise do Instituto de Criminalística. Após confrontar o documento com uma assinatura verdadeira da vendedora, a perícia concluiu tratar-se de uma “falsificação grosseira”. O laudo, assinado pela perita Maria Isabela Martello Moreno, atesta que há “divergências ao longo de todo o traçado”.
Com essa prova técnica, a investigação pretende enviar o caso para que a Justiça Militar apure o crime de falsidade ideológica cometida dentro do batalhão.
PMs estão na rua
Os soldados Paulo Henrique Bastos, Edilson Luís de Oliveira, Edinaldo Alves da Silva e Fabio Henrique da Silva tiveram a prisão temporária decretada em 20 de abril deste ano, quando a autoria do crime foi esclarecida pelo Setor de Homicídios de Guarulhos.
Um dia depois, o tenente-coronel Antonio de Mello Bellucci, à época comandante do 31º Batalhão, entrou com um pedido de habeas corpus para os indiciados, em uma atitude considerada “inusitada” por especialistas em segurança pública e pela própria Polícia Militar.
Em sua alegação ao Tribunal de Justiça, Bellucci afirmou que o fato de os seus comandados andarem armados pelo bairro onde Thiago foi morto não significa que as testemunhas seriam ameaçadas. O oficial cita ainda o falso depoimento da mãe da vítima como argumento de defesa aos policiais.
Atualmente na reserva, Bellucci era o responsável pelo 31º Batalhão quando o documento foi falsificado. O tenente e o sargento responsáveis por tomar o falso depoimento respondiam diretamente a ele. Eliana viu as fotos desses dois policiais e não os reconheceu, mais um indicativo de que nunca esteve no quartel da Polícia Militar.
Os quatro soldados continuam patrulhando o Parque Santos Dumont e a população diz se sentir acuada com a presença deles. Procurado, Bellucci não quis se manifestar.
Erro da polícia envolve ‘figurões’ da corporação
“Percebi a iminência de uma injustiça contra os policiais e resolvi intervir”, declarou à epoca o tenente-coronel da reserva Antonio de Mello Bellucci sobre sua representação de habeas corpus que libertou os quatro PMs suspeitos de executar Thiago.
Para a investigação, o falso depoimento da mãe da vítima, feito dentro do batalhão comandado por Bellucci, induziu o Tribunal de Justiça ao erro. Figura respeitada em Guarulhos, o oficial foi procurado por meio da assessoria de imprensa da corporação e não quis se manifestar.
Outro policial que negou entrevista ao DIÁRIO foi o coronel Rui Conegundes de Souza. Atual corregedor da Polícia Militar e responsável por todas as apurações internas da corporação, ele era o comandante da PM de Guarulhos quando a falsificação ocorreu. O advogado Alexandre Sanchez Palma, representante dos PMs suspeitos, afirma que os soldados negam as acusações e a novidade na investigação não interfere em sua defesa.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o secretário, Antonio Ferreira Pinto, “já havia tomado conhecimento do caso e determinou a imediata apuração dos fatos no âmbito da Polícia Militar”.
Fonte: adpesp
Policiais militares falsificaram o depoimento da mãe de Thiago Júnior da Silva, de 16 anos, na apuração interna da corporação sobre o assassinato do adolescente, afirmam o Ministério Público e a Polícia Civil. Quatro soldados do 31º Batalhão (Guarulhos) são apontados pela investigação como responsáveis pelo crime. A reportagem é do jornal Diário de S. Paulo.
No documento, supostamente assinado pela vendedora Eliana da Silva, de 38 anos, ela afirma ter visto o filho ser abordado e liberado pela PM. O depoimento teria sido prestado na sede do 31º Batalhão em 18 de março de 2011, dia em que o corpo de Thiago foi encontrado com um tiro no pescoço em meio a um matagal no Parque Santos Dumont, em Guarulhos.
Acontece que Eliana nunca esteve em um quartel da PM para depor sobre a morte de seu filho. Para a Polícia Civil, ela relatou exatamente o contrário. Disse que estava trabalhando no horário em que Thiago sumiu, mas os vizinhos contaram que o viram pela última vez no camburão de uma viatura da PM.
O depoimento de Eliana que integra o inquérito policial militar foi submetido a análise do Instituto de Criminalística. Após confrontar o documento com uma assinatura verdadeira da vendedora, a perícia concluiu tratar-se de uma “falsificação grosseira”. O laudo, assinado pela perita Maria Isabela Martello Moreno, atesta que há “divergências ao longo de todo o traçado”.
Com essa prova técnica, a investigação pretende enviar o caso para que a Justiça Militar apure o crime de falsidade ideológica cometida dentro do batalhão.
PMs estão na rua
Os soldados Paulo Henrique Bastos, Edilson Luís de Oliveira, Edinaldo Alves da Silva e Fabio Henrique da Silva tiveram a prisão temporária decretada em 20 de abril deste ano, quando a autoria do crime foi esclarecida pelo Setor de Homicídios de Guarulhos.
Um dia depois, o tenente-coronel Antonio de Mello Bellucci, à época comandante do 31º Batalhão, entrou com um pedido de habeas corpus para os indiciados, em uma atitude considerada “inusitada” por especialistas em segurança pública e pela própria Polícia Militar.
Em sua alegação ao Tribunal de Justiça, Bellucci afirmou que o fato de os seus comandados andarem armados pelo bairro onde Thiago foi morto não significa que as testemunhas seriam ameaçadas. O oficial cita ainda o falso depoimento da mãe da vítima como argumento de defesa aos policiais.
Atualmente na reserva, Bellucci era o responsável pelo 31º Batalhão quando o documento foi falsificado. O tenente e o sargento responsáveis por tomar o falso depoimento respondiam diretamente a ele. Eliana viu as fotos desses dois policiais e não os reconheceu, mais um indicativo de que nunca esteve no quartel da Polícia Militar.
Os quatro soldados continuam patrulhando o Parque Santos Dumont e a população diz se sentir acuada com a presença deles. Procurado, Bellucci não quis se manifestar.
Erro da polícia envolve ‘figurões’ da corporação
“Percebi a iminência de uma injustiça contra os policiais e resolvi intervir”, declarou à epoca o tenente-coronel da reserva Antonio de Mello Bellucci sobre sua representação de habeas corpus que libertou os quatro PMs suspeitos de executar Thiago.
Para a investigação, o falso depoimento da mãe da vítima, feito dentro do batalhão comandado por Bellucci, induziu o Tribunal de Justiça ao erro. Figura respeitada em Guarulhos, o oficial foi procurado por meio da assessoria de imprensa da corporação e não quis se manifestar.
Outro policial que negou entrevista ao DIÁRIO foi o coronel Rui Conegundes de Souza. Atual corregedor da Polícia Militar e responsável por todas as apurações internas da corporação, ele era o comandante da PM de Guarulhos quando a falsificação ocorreu. O advogado Alexandre Sanchez Palma, representante dos PMs suspeitos, afirma que os soldados negam as acusações e a novidade na investigação não interfere em sua defesa.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o secretário, Antonio Ferreira Pinto, “já havia tomado conhecimento do caso e determinou a imediata apuração dos fatos no âmbito da Polícia Militar”.
Fonte: adpesp
Cade o meu burrinho ta ali comendo, Cade o meu burrinho ta ali comendo o CAPIM do seu roçado e o farelo do mercado.
Compra de capim pela PM é investigada
Rio - Em meio à enxurrada de denúncias de corrupção na PM, até o capim que a corporação compra para alimentar pelo menos 220 cavalos é alvo de investigação no Ministério Público (MP). Um dos centros da apuração é a compra de 847.656 kg do alimento por R$ 915.468,48 (R$ 1,08 o quilo).
Vencedora da licitação por pregão, a Comercial Cedro Ltda começou a fornecer o capim em novembro, e o contrato vai até outubro. A empresa é acusada de estar aliada a ex-fornecedora da PM, a MAM Vidal Nogueira Nutrimentos, em fraude de documentos pela perdedora Verdejo Comércio de Forragens Ltda, que alega na Justiça ter sido prejudicada pela PM na licitação.
Em outro contrato, desta vez com a Capineira Indústria Comércio de Forragens Ltda, no valor de R$ 1.035.344, de 2008, a PM é investigada pelo Tribunal de Contas do Estado.
Coronel deve se explicar
A pedido do conselheiro Aloysio Neves, o então ordenador da despesa, o coronel Antônio Carlos Suarez David, terá de explicar a necessidade da compra de 976.740 kg de capim para a ‘tropa’ de cavalos à época. Em documentos encaminhados ao MP, a Verdejo contesta o atestado de capacidade técnica dado pela MAM Vidal a Cedro. Alega que, na verdade, as empresas fazem parte de um mesmo grupo.
“Isso não é verdade. A Verdejo, que já foi Capineira, não aceita ter perdido o comércio de capim com a PM”, afirmou Marcela Pessanha, representante da Cedro. Em nota, a Polícia Militar informou que recebeu da Verdejo denúncias sobre licitações de 2010 e 2011, sem constatar ilegalidade. Mas, para garantir a transparência dos contratos, encaminhou os documentos ao MP. Procurados por O DIA, representantes da Verdejo e MAM não se pronunciaram até o fechamento desta edição.
Aumento de 2.600%
O preço do capim negociado entre duas empresas, alvo da investigação, chama a atenção. Atual fornecedora da PM, a Comércio Cedro Ltda vendeu o quilo do produto a módica quantia de R$ 0,04 à MAM Vidal Nogueira de julho a outubro de 2011. No mês seguinte, venceu a licitação na PM cobrando R$ 1,08, o equivalente a um ágio de 2.600%.
“Vendemos por preço bem menor à MAM porque era só o capim. No caso da PM, inclui a logística de entrega, uso de caminhões e mão de obra. Com isso houve o aumento do preço”, explica Marcela Pessanha, representante da Cedro.
A MAM adquiriu o capim da Cedro para fornecer a própria PM. Isso porque, na época, tinha contrato com a corporação e vendia a R$ 0,76. A PM informou que não tinha conhecimento sobre a diferença de preços. Informou ainda que na licitação em 2011 a Cedro ofereceu o menor preço entre os concorrentes.
Comida de pelo menos 220 cavalos da PM é alvo de suspeitas em meio a várias denúncias de corrupção | Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Fonte: o Dia
Rio - Em meio à enxurrada de denúncias de corrupção na PM, até o capim que a corporação compra para alimentar pelo menos 220 cavalos é alvo de investigação no Ministério Público (MP). Um dos centros da apuração é a compra de 847.656 kg do alimento por R$ 915.468,48 (R$ 1,08 o quilo).
Vencedora da licitação por pregão, a Comercial Cedro Ltda começou a fornecer o capim em novembro, e o contrato vai até outubro. A empresa é acusada de estar aliada a ex-fornecedora da PM, a MAM Vidal Nogueira Nutrimentos, em fraude de documentos pela perdedora Verdejo Comércio de Forragens Ltda, que alega na Justiça ter sido prejudicada pela PM na licitação.
Em outro contrato, desta vez com a Capineira Indústria Comércio de Forragens Ltda, no valor de R$ 1.035.344, de 2008, a PM é investigada pelo Tribunal de Contas do Estado.
Coronel deve se explicar
A pedido do conselheiro Aloysio Neves, o então ordenador da despesa, o coronel Antônio Carlos Suarez David, terá de explicar a necessidade da compra de 976.740 kg de capim para a ‘tropa’ de cavalos à época. Em documentos encaminhados ao MP, a Verdejo contesta o atestado de capacidade técnica dado pela MAM Vidal a Cedro. Alega que, na verdade, as empresas fazem parte de um mesmo grupo.
“Isso não é verdade. A Verdejo, que já foi Capineira, não aceita ter perdido o comércio de capim com a PM”, afirmou Marcela Pessanha, representante da Cedro. Em nota, a Polícia Militar informou que recebeu da Verdejo denúncias sobre licitações de 2010 e 2011, sem constatar ilegalidade. Mas, para garantir a transparência dos contratos, encaminhou os documentos ao MP. Procurados por O DIA, representantes da Verdejo e MAM não se pronunciaram até o fechamento desta edição.
Aumento de 2.600%
O preço do capim negociado entre duas empresas, alvo da investigação, chama a atenção. Atual fornecedora da PM, a Comércio Cedro Ltda vendeu o quilo do produto a módica quantia de R$ 0,04 à MAM Vidal Nogueira de julho a outubro de 2011. No mês seguinte, venceu a licitação na PM cobrando R$ 1,08, o equivalente a um ágio de 2.600%.
“Vendemos por preço bem menor à MAM porque era só o capim. No caso da PM, inclui a logística de entrega, uso de caminhões e mão de obra. Com isso houve o aumento do preço”, explica Marcela Pessanha, representante da Cedro.
A MAM adquiriu o capim da Cedro para fornecer a própria PM. Isso porque, na época, tinha contrato com a corporação e vendia a R$ 0,76. A PM informou que não tinha conhecimento sobre a diferença de preços. Informou ainda que na licitação em 2011 a Cedro ofereceu o menor preço entre os concorrentes.
Comida de pelo menos 220 cavalos da PM é alvo de suspeitas em meio a várias denúncias de corrupção | Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Fonte: o Dia
domingo, 2 de setembro de 2012
Na ACS não tem disso não, tem disso não, não, não, na ACS-PE não tem disso não
"Melhor do que o esperado".Comissão eleitoral avalia eleições da ASSPMBM-RN
Foram 9 horas de votação seguidas por 1 hora de apuração dos votos. As eleições para presidência da Associação de Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do RN foi uma verdadeira maratona para esse grupo de associados que se voluntariaram na tarefa de conduzir o pleito eleitoral. Ao final da jornada, a sensação de dever cumprido veio com a avaliação feita pelos voluntários como “uma eleição tranqüila e satisfatória”.
A comissão eleitoral deste ano foi escolhida na assembleia geral de 19 de julho e foi constituída pelo 2º Sgt. Independente da Cruz Costa (presidente da comissão), 2º Sgt. Gilvan José Maia dos Santos (secretário da comissão), e pelos membros Sub.Ten. Radir Félix da Silva, 3º Sgt. Ivanildo Leôncio Macedo de Souza e 2º Sgt. Iranilson Ferreira de Moura. Candidatos voluntários e aprovados pelos associados presentes. Para todos, a motivação do voluntariado veio da vontade de contribuir para o crescimento e desenvolvimento da associação.
Foi a Comissão Eleitoral quem encaminhou todos os procedimentos relativos à eleição da Presidência e do Conselho Fiscal. O principal papel foi garantir a transparência e a lisura do processo eleitoral para que a vontade dos associados fosse respeitada. Apesar da grande responsabilidade, na avaliação do secretário da comissão, o Sgt. Gilvam José Maia dos Santos, a tarefa foi desempenhada sem maiores problemas. “O número de votantes foi dentro do esperado e o fato da eleição ter uma única chapa facilitou o processo, uma vez que todos os que compareceram ao pleito vieram com o intuito de apoiar o atual presidente que se recandidatou a um novo mandato”, afirmou o Sargento.
Assim como os demais, o Sgt. Iranilson era estreante na atividade. Ele confessa que ficou com receio e achou que o processo eleitoral fosse mais difícil. Opinião que mudou logo que se iniciaram as atividades relativas ao pleito. “Foi tudo muito organizado, por isso não encontramos dificuldades em dar andamento à votação”, declarou o membro da comissão eleitoral.
Para o presidente da comissão, o Sgt Independente da Cruz Costa, a missão de conduzir o pleito foi uma experiência positiva. Conclusão compartilhada por todos do grupo, que são unânimes em afirmar que estarão à disposição para colaborar mais uma vez em um próximo pleito.
Assessoria de Imprensa da ASSPMBM-RN
imprensa@asspmbmrn.org.br
84.3223-8601
Sei não viu! “a polícia só faz o buraco, quem mata é Deus”.
OAB-SE protesta contra declaração de comandante da PM
Aracaju (SE) - O Conselho Seccional da OAB de Sergipe, em sessão realizada nesta terça-feira, registrou sua indignação ante declarações atribuídas ao comandante da Polícia Militar do Estado, coronel Maurício da Cunha Iunes, ao informar sobre o fim do inquérito do Caso Jonatha, que “a polícia só faz o buraco, quem mata é Deus”. A declaração do comandante foi divulgada no Jornal da Cidade, na coluna do jornalista Ivan Valença, do último domingo (26). O adolescente Jonatha de Carvalho e mais três pessoas foram mortos em 14 de março – suspeita-se que por policiais - após uma operação policial no município Japoatã (SE), supostamente por envolvimento na morte de um PM.
Para o presidente da OAB-SE, Carlos Augusto Monteiro Nascimento, o comandante da polícia militar “proferiu manifestações incompatíveis com o posto funcional exercido, ferindo flagrantemente os princípios de preservação da integridade física das pessoas, do Estado Democrático de Direito, do exercício pleno da cidadania, e da dignidade da pessoa humana”.
O Conselho Seccional da OAB-SE deliberou na sessão oficiar o Fórum Empresarial, solicitando cópia de todo o material de áudio e vídeo que foi produzido em almoço do último dia 21 de agosto – durante o qual o comandante da PM sergipana teria proferido as declarações reproduzidas pelo jornal. Após a análise desse material, a entidade deve expedir ofícios ao governador do Estado, ao secretário de segurança pública, ao ministro da Justiça e eventuais organismos nacionais e internacionais para que providências sejam adotadas.
Ainda segundo Carlos Augusto, por toda sua tradição como defensora da Constituição e dos direitos humanos, a OAB não pode receber tal mensagem de forma passiva. “No momento que o comandante da polícia militar, chefe maior da Guarda Estadual, nomeado pelo governador do estado, fala que ‘a polícia só faz o buraco´, a gente só tem a lamentar a infelicidade dessa declaração”, afirmou o presidente da OAB-SE.
Sobre as declarações do Comandante Iunes acerca do possível envolvimento do adolescente Jonatha com o crime, o conselheiro federal da OAB por Sergipe, Valmir Macedo, afirmou que o interesse é quanto à apuração do fato, envolvendo a Polícia Militar. “O adolescente poderia estar envolvido nos piores crimes, tráfico de drogas, latrocínio. Mas o que interessa é a declaração institucional do Comandante, de dizer que só faz buraco. É uma confissão de que, efetivamente, a polícia tem de balear, fazer o buraco nas pessoas e quem mata é Deus”, opinou.
“Eu fiquei indignado com essa situação. É uma provocação contra a democracia. É contra todos os princípios, valores democráticos e legais que devem permear a administração pública. Na verdade, não foi de uma simples pessoa comum, foi o próprio Estado, na qualidade de comandante de uma corporação, que é um cargo nomeado pelo Governador do Estado”, declarou Valmir Macedo, Conselheiro Federal da OAB.
O presidente Nacional da Comissão de Direitos Humanos da OAB e também conselheiro federal por Sergipe, Henri Clay Andrade, reforçou a declaração do conselheiro Valmir Macedo. “Essa declaração do coronel da polícia não ofende só a família e a sociedade, ofende a República constituída num Estado Democrático de Direito, cujos fundamentos, além da cidadania, é a dignidade da pessoa humana. Essa é uma declaração de repercussão nacional, quiçá internacional. A OAB tem um mister constitucional e legal de defender a constituição, de defender os direitos humanos, a boa aplicação das leis”, destacou Henri Clay.
Fonte: OAB-SE
Coronel pede exoneração por ser acusado de tentar agarrar mulheres
PM pede exoneração após ser denunciado por tentar agarrar mulheres
Almiro Marcos
Publicação: 01/09/2012
A delegada Ana Cristina Santiago, da Deam, analisa as imagens feitas no bar onde ocorreu o crime
O tenente-coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues deixou o cargo de comandante do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Distrito Federal após se envolver em um incidente na madrugada de domingo em um bar de Vicente Pires. Ele é acusado de, aparentemente embriagado, tentar agarrar duas mulheres à força. A exoneração deve ser publicada no Diário Oficial do DF de segunda ou terça-feira, mas, oficialmente, oficial não responde mais pelo batalhão. O caso é investigado pela Corregedoria da PM e também pela Polícia Civil. Uma das vítimas registrou uma ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).
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O caso ocorreu quando o estabelecimento comercial fechava as portas, momento em que o então comandante do Batalhão de Trânsito abordou uma das funcionárias que fazia a limpeza do chão. À corregedoria da PM, ela contou que o oficial a agarrou por trás e tocou nela, fazendo propostas indecorosas. A vítima ressaltou que o coronel estava visivelmente sob o efeito de bebida alcoólica. Durante o ataque, uma sargento lotada justamente na corregedoria passava pelo local e parou para verificar a situação, sem ter conhecimento ainda que um dos envolvidos era um oficial.
Fonte: correio Braziliense
Pela segunda vez, coronéis da PM receberam mais que o governador
206 oficiais receberam o vencimento líquido acima dos 14 mil pagos a Alckmin no mês de julho; se somados, os 15 vencimentos mais altos chegam a R$ 388.411
31/08/2012
José Francisco Neto,
da Redação
Pela segunda vez consecutiva, coronéis da Polícia Militar do Estado de São Paulo receberam mais do que o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Dos 1.130 oficiais, 206 receberam vencimentos líquidos que superam os R$ 14 mil pagos a Alckmin, segundo divulgou o Portal da Transparência Estadual, referente ao mês de julho.
Se somados, os 15 vencimentos mais altos pagos aos militares chegam a R$ 388.411 – o suficiente para pagar 277 professores da rede estadual, isso quando recebem o piso de R$ 1.400.
O vencimento pago ao atual comandante da Polícia Militar, Roberval Ferreira Franca, também superou o do governador: R$ 15.291. Quem mais recebeu foi o coronel Ernesto de Jesus Herreira, com a remuneração mensal de R$ 37.804 , 60 vezes mais do que um salário mínimo, que hoje está em R$ 622.
No mês de junho, o Portal da Transparência também divulgou os vencimentos líquidos dos coronéis, dos quais 105 receberam acima do teto do servidor público, R$ 26,7 mil, e 87% acima do governador. Só o coronel Ailton Araújo Brandão, que já foi subprefeito em Santo Amaro e hoje ocupa o cargo na subprefeitura da Lapa, recebeu R$ 254 mil. À época, procurada pela reportagem do Brasil de Fato, a assessoria de imprensa do subprefeito não quis comentar o caso.
Fonte: Brasil de fato
A Greve continua!
Polícia Civil resolve voltar com greve por mais sete dias
Classe reclama de falta de diálogo com o GDF em relação às reivindicações
Fred Leão, do R7
A Polícia Civil do Distrito Federal decidiu, após assembleia realizada na tarde desta quinta-feira, (30) que fará mais sete dias de greve, a partir da manhã desta sexta-feira (31). Segundo o Sinpol-DF (Sindicato dos Policiais Civis do DF), a decisão se deu devido à falta de uma resposta do GDF(Governo do Distrito Federal) sobre as reivindicações da classe, que incluem a reestruturação da carreira e mais contratações para o setor.
Os policiais civis haviam retomado as atividades nesta quinta-feira (30), após sete dias parados e anunciaram a realização de nova assembleia, na próxima quarta-feira (5) para decidir se a greve será novamente prolongada.
O vice-presidente do Sinpol-DF André Rios, alega que o GDF não sinalizou acordo com a classe.
— Não nos chamam para uma conversa, sequer. O GDF mergulhou em silêncio sepulcral com a Polícia Civil, fazendo de conta que nada está acontecendo.
O GDF, por meio da assessoria de comunicação da Secretaria de Administração Pública, disse que o Sinpol-DF chegou a se reunir com o governo e que não há falta de diálogo.
Com a greve, apenas as questões emergenciais como crimes hediondos ou que forem pegos em flagrante serão atendidas pelos policiais. Os policiais civis ganham R$ 7,1 mil e dizem que os salários estão congelados desde 2009.
Os policiais reivindicam a reestruturação da carreira, com reajuste salarial que no total chega a 23%. De acordo com sindicato, as reivindicações foram prometidos pelo governador Agnelo Queiroz na pré-campanha eleitoral em 2010.
Eles pedem também que seja aprovado um plano de saúde nos moldes do que é oferecido a funcionários do Governo Federal. Outra reivindicação é transformação os carcereiro passem a ser inseridos na classe.
Força Nacional
Nesta terça-feira (28), a SSP-DF (Secretaria de Segurança Pública do DF) informou a cehgada de 133 homens da FNS (Força Nacional de Segurança), que devem chegar em Brasília nos próximos 15 dias, contados a partir do último 28. Eles atuarão em 39 pontos de bloqueio, definidos pela secretaria como áreas de fronteiras (saídas) do Distrito Federal.
A medida causou polêmica entre os policiais civis. Parte da classe viu a decisão como uma estratégia para tentar desestruturar o atual comando da Polícia Civil.
Fonte: r7
Classe reclama de falta de diálogo com o GDF em relação às reivindicações
Fred Leão, do R7
A Polícia Civil do Distrito Federal decidiu, após assembleia realizada na tarde desta quinta-feira, (30) que fará mais sete dias de greve, a partir da manhã desta sexta-feira (31). Segundo o Sinpol-DF (Sindicato dos Policiais Civis do DF), a decisão se deu devido à falta de uma resposta do GDF(Governo do Distrito Federal) sobre as reivindicações da classe, que incluem a reestruturação da carreira e mais contratações para o setor.
Os policiais civis haviam retomado as atividades nesta quinta-feira (30), após sete dias parados e anunciaram a realização de nova assembleia, na próxima quarta-feira (5) para decidir se a greve será novamente prolongada.
O vice-presidente do Sinpol-DF André Rios, alega que o GDF não sinalizou acordo com a classe.
— Não nos chamam para uma conversa, sequer. O GDF mergulhou em silêncio sepulcral com a Polícia Civil, fazendo de conta que nada está acontecendo.
O GDF, por meio da assessoria de comunicação da Secretaria de Administração Pública, disse que o Sinpol-DF chegou a se reunir com o governo e que não há falta de diálogo.
Com a greve, apenas as questões emergenciais como crimes hediondos ou que forem pegos em flagrante serão atendidas pelos policiais. Os policiais civis ganham R$ 7,1 mil e dizem que os salários estão congelados desde 2009.
Os policiais reivindicam a reestruturação da carreira, com reajuste salarial que no total chega a 23%. De acordo com sindicato, as reivindicações foram prometidos pelo governador Agnelo Queiroz na pré-campanha eleitoral em 2010.
Eles pedem também que seja aprovado um plano de saúde nos moldes do que é oferecido a funcionários do Governo Federal. Outra reivindicação é transformação os carcereiro passem a ser inseridos na classe.
Força Nacional
Nesta terça-feira (28), a SSP-DF (Secretaria de Segurança Pública do DF) informou a cehgada de 133 homens da FNS (Força Nacional de Segurança), que devem chegar em Brasília nos próximos 15 dias, contados a partir do último 28. Eles atuarão em 39 pontos de bloqueio, definidos pela secretaria como áreas de fronteiras (saídas) do Distrito Federal.
A medida causou polêmica entre os policiais civis. Parte da classe viu a decisão como uma estratégia para tentar desestruturar o atual comando da Polícia Civil.
Fonte: r7
ACS PE informa:
Por: Paula Costa | Jornalista
A próxima turma do Curso de Cabos começa no dia 05/11. Pelo menos é o que garantiu o secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, em breve reunião realizada na tarde desta sexta-feira (31/08) com o coordenador da Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados (ACS – PE), Renílson Bezerra. Até abril de 2013, serão cinco turmas, com 200 alunos cada, para a formação de mil cabos.
A reunião teve como objetivo a cobrança de assuntos urgentes que vem causando inquietação e insatisfação da tropa. Além do Curso de Cabos, foram discutidos os seguintes pontos:
Pagamento do PJES
Renílson Bezerra cobrou ainda um posicionamento quanto ao pagamento do PJES. O secretário garantiu que o dinheiro sai até o dia 10/09.
Novos médicos
Renílson lembrou a necessidade de convocação dos 25 médicos restantes do último concurso realizado. O secretário Damázio afirmou que o assunto já está em avaliação.
Secretário Damazio e coordenador Renílson Bezerra
A próxima turma do Curso de Cabos começa no dia 05/11. Pelo menos é o que garantiu o secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, em breve reunião realizada na tarde desta sexta-feira (31/08) com o coordenador da Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados (ACS – PE), Renílson Bezerra. Até abril de 2013, serão cinco turmas, com 200 alunos cada, para a formação de mil cabos.
A reunião teve como objetivo a cobrança de assuntos urgentes que vem causando inquietação e insatisfação da tropa. Além do Curso de Cabos, foram discutidos os seguintes pontos:
Pagamento do PJES
Renílson Bezerra cobrou ainda um posicionamento quanto ao pagamento do PJES. O secretário garantiu que o dinheiro sai até o dia 10/09.
Novos médicos
Renílson lembrou a necessidade de convocação dos 25 médicos restantes do último concurso realizado. O secretário Damázio afirmou que o assunto já está em avaliação.
Secretário Damazio e coordenador Renílson Bezerra
Polícia Militar do Ceará é reestruturada e adota linha dura
Polícia que se propunha ser comunitária começa a mudar de rumo após casos de condutas inadequadas, abordagens desastrosas e crescimento nos números de violência
Daniel Aderaldo | 02/09/2012 08:00:52
Soldados da Polícia Militar do Ceará usam viatura como “motel” e são expulsos. Vídeo flagra policiais espancando e depois liberando suspeitos . Adolescente é morto com tiro na nuca por PM novato. Para o comando militar, as condutas inadequadas e abordagens desastrosas são casos isolados. Para especialistas, reflexo de uma política de segurança pública equivocada. A despeito do debate, essas falhas, somadas ao crescimento da violência e a defasagem de homens no Estado, levaram o governo Cid Gomes (PSB) a iniciar uma reestruturação da corporação e a endurecer ao longo dos últimos anos uma polícia que se propõe comunitária.
A primeira grande mudança empreendida por Cid Gomes na Polícia Militar do Ceará aconteceu no início de 2011, na passagem do primeiro para o segundo governo. Na época, um civil deu lugar a um militar de linha dura no comando da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS).
Entrou o coronel da PM Francisco Bezerra que, nas palavras do próprio governador, faz o tipo “pé-de-boi”. Na linguagem popular, um tipo de trabalhador que topa qualquer serviço e não economiza esforço para cumprir a tarefa. Em recente entrevista ao Jornal "O Povo", o coronel Bezerra, como é conhecido, afirmou que sob sua tutela “os policiais estão mais atuantes” e “se sentem prestigiados e desempenham melhor a função”.
Saiu Roberto Monteiro, delegado federal por 26 anos, com passagens pela Interpol e Embaixada Brasileira na Argentina. Monteiro foi responsável pela concretização de uma das principais plataformas da primeira campanha de Cid, o chamado Ronda do Quarteirão. Implantado em 2007, a estratégia de policiamento de proximidade consiste em ter uma viatura para atender áreas de até três quilômetros quadrados.
Com equipes fixas, a ideia era que os policiais interagissem mais com a comunidade. Para facilitar esse contato, o governo resolveu criar uma identidade visual ao programa e deu fardamento especial, treinamento específico e aparelhamento diferenciado aos soldados do Ronda. Essa “nova polícia” passou então a dirigir luxuosas caminhonetes de cabine dupla modelo Hilux SW4 com ar-condicionado e câmbio automático, no valor estimado de R$ 150 mil cada.
Com a expansão dessa estratégia de policialmente para o interior do Estado, em abril de 2010 foi criado o Batalhão de Policiamento Comunitário (BPCom) – hoje formado por aproximadamente 3,9 mil policiais. Com comando próprio e regalias como gratificações extras, gerou-se a impressão de haver uma polícia dentro da polícia.
O ex-secretário Nacional de Segurança Pública, coronel da reserva da PM, José Vicente da Silva Filho, tido como um dos maiores especialistas da área no País, chegou a ser convidado por Cid Gomes para auxiliar na organização do Ronda do Quarteirão. Os dois se encontraram, mas o coronel recusou a proposta.
“Fui conversar com ele e falei que o projeto estava equivocado e não iria dar certo. Ele resolveu fazer uma polícia à moda a dele. Com uma Hilux, poderia comprar três boas viaturas. É um aparato marqueteiro”, contou ao iG . “O problema do Ronda é o tratamento diferenciado dado a um grupo que faz trabalho na polícia. O restante fica ressentido e olhando mal esse grupo de estranhos.”
Cid Gomes ignorou os conselhos do especialista e bancou o projeto, que mais tarde veio a servir de referência para outros Estados brasileiros. No início, a presença massiva das viaturas nas ruas levou à população cearense uma sensação de segurança. Com o passar do tempo, constatou-se que não houve diminuição da violência. A taxa de homicídios a cada 100.000 habitantes subiu 80% em dez anos. Em 2000, o índice no Ceará era de 16,5 mortes. Em 2010, chegou a 29,7. Os dados constam do Mapa da Violência 2012, do Instituto Sangari.
Ao mesmo tempo, a sequência de abordagens policiais equivocadas manchou o programa de polícia comunitária. Recentemente deslocado do comando do Ronda do Quarteirão para assumir a Academia Estadual de Segurança Pública, o tenente-coronel John Roosevelt de Alencar ponderou que “diante do tamanho dessa população, a amostra de casos desastrosos é reduzida”.
“Não digo, com isso, que esses casos, por serem pontuais, devem ser desconsiderados. São comportamentos inaceitáveis que devem ser devidamente punidos. Além disso, nos servem como indicadores para a revisão permanente de sua formação”, disse Roosevelt, que assumiu a Academia no lugar do sociólogo e professor universitário César Barreira, em mais uma substituição polêmica na segurança pública do Ceará.
Para a professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e pesquisadora do Laboratório de Direitos Humanos, Cidadania e Ética Glaucíria Mota Brasil, “não existem casos isolados”. “Os acontecimentos que envolveram as ações desastrosas de policiais se deram em condições de possibilidades de uma dada política, gestada num contexto de realidade marcado por tensões da área da segurança pública.”
Greve
Com a escalada dos números da violência no Estado, os críticos passaram a afirmar que o governo do Ceará Gomes investe em equipamento, mas esquece do capital humano. Para se ter uma ideia, os custos com a manutenção mecânica de cada viatura ultrapassam R$ 20 mil por ano. Esse argumento ajudou a dar o estopim que levou a PM do Estado a entrar em greve às vésperas da passagem de 2011 para 2012 . O motim teve seu auge no dia em que a população entrou em pânico e todo ocomércio da cidade fechou as portas.
Os policiais conseguiram reajuste salarial de 7% e a promessa de aumento gradual dos vencimentos em 80% até 2015. A paralisação fez acender o sinal de alerta na cúpula da segurança pública do Estado. Passados 15 dias do fim da greve, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social anunciou uma séria de substituições no comando da PM. A mudança mais significativa ocorreu no BPCom, integrado pelo Ronda do Quarteirão. O Comando-Geral da PM alegou que a alteração era rotineira e que, portanto, a movimentação já estava prevista.
Endurecimento
Soldados ouvidos pela reportagem do iG relataram que desde o fim da greve houve transformações no batalhão de policiamento comunitário. A escala foi alterada. Os policiais revezam os turnos em ciclos e, com isso, não necessariamente atuam sempre nas mesmas áreas, comprometendo a estratégia de proximidade com a comunidade. Os comandantes passaram a instruir intensificação das abordagens, como indicativo de um policiamento mais ostensivo.
“O aumento da criminalidade não está associado à atuação da polícia comunitária. Esse aumento tem todo um conglomerado social, que envolve esse aspecto. O que a gente pode dizer é que a polícia mantém a linha que o governo quer, de uma polícia social. Mas ela tem que ser combativa de acordo com o tipo de criminalidade”, declarou ao iG o comandante-geral da PM do Ceará, coronel Werisleik Pontes Matias.
Reestruturação
No dia 22 de agosto, foi aprovada a nova Lei de Organização Básica (LOB) – a primeira grande reestruturação feita na PM do Ceará, desde sua criação. Com as mudanças, foram criados novos comandos e companhias para diminuir o perímetro de atuação de cada destacamento.
“Nós saímos de uma realidade pré-histórica. É a maior mudança nos 177 anos de existência da polícia militar. A última modificação feita na estrutura da Polícia Militar havia sido feita em 1977. Isso vai fazer com que a gente distribua a polícia visando número de municípios e índice populacional”, argumentou o comandante-geral da PM sobre a nona lei.
Contudo, para o coronel José Vicente da Silva Filho, trata-se de um retrocesso. “O pessoal deu uma repaginada nos conceitos da velha guarda, dos saudosistas, os que não estão antenados com o conceito moderno e buscaram inspiração de leis antigas.”
Ele chama atenção para o excesso de batalhões especializados. “Eu vejo com preocupação criar um batalhão de mais capacidade de resposta ao crime violento. Essas unidades não costumam ser moderadas”, alertou.
Fonte: ultimo segundo IG
sábado, 1 de setembro de 2012
Mais um Soldado da PMPE foi morto em Pernambuco, esse e' o sexto PMmorto num período de um mês, o PM era candidato a Vereador no municípiode Manari pelo PSDB.
Soldado Edmilson Antônio da Silva foi morto na Cidade de Manari com mais de vinte tiros, outra pessoa que estava com o Soldado também foi assassinada, os acusados levaram a pistola .40 do soldado e descarregaram as munições nele e no outro homem que estava com ele.
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